Search
Close this search box.

Economia

Mudanças climáticas elevam alerta sobre qualidade do ar

Publicado em

Economia

As variações climáticas e os períodos de frio têm ampliado a preocupação com a qualidade do ar em ambientes fechados, especialmente quando empresas, hospitais, escolas, edifícios corporativos e indústrias tendem a manter portas e janelas fechadas por mais tempo. Esse comportamento reduz a renovação natural do ar e aumenta a atenção sobre os sistemas de ventilação, climatização e filtragem.

Com a queda das temperaturas, a permanência em ambientes internos se torna mais frequente, o que pode favorecer a concentração de partículas, microrganismos e outros contaminantes quando não há controle adequado da qualidade do ar. Além disso, variações bruscas de temperatura, baixa umidade e fenômenos como inversão térmica podem contribuir para maior concentração de poluentes no ar externo, que acabam chegando aos ambientes internos pelos sistemas de renovação de ar.

Segundo José Lopes, diretor comercial da SpeedAir, especializada na fabricação e comercialização de filtros de ar e equipamentos de filtragem, os impactos das mudanças climáticas já são percebidos nos ambientes internos. “O aumento da frequência de eventos extremos e a maior concentração de poluentes atmosféricos fazem com que os ambientes fechados fiquem mais expostos à entrada de partículas finas, gases e outros contaminantes”, explica.

De acordo com o especialista, empresas, hospitais e indústrias passaram a observar com mais atenção os efeitos da qualidade do ar interno sobre a rotina dos ocupantes e sobre o desempenho das operações. “A qualidade do ar interno está diretamente relacionada à saúde das pessoas, à produtividade e à segurança operacional”, afirma.

Entre os fatores que mais contribuem para esse aumento de preocupação estão as mudanças bruscas de temperatura, os períodos de frio intenso, a baixa umidade e a concentração de poluentes em áreas urbanas e industriais. Esses fenômenos elevam a necessidade de controle dos sistemas responsáveis pela renovação, climatização e tratamento do ar nos ambientes fechados.

Em locais com exigência mais rigorosa, como hospitais, laboratórios, indústrias farmacêuticas e áreas produtivas sensíveis, a alteração na qualidade do ar pode representar riscos adicionais. “Em ambientes críticos, qualquer alteração na qualidade do ar pode comprometer processos, produtos e a segurança das pessoas, tornando o controle ambiental uma prioridade estratégica”, destaca José Lopes.

Os efeitos também chegam aos sistemas de ventilação e climatização. Em períodos de frio, quando os ambientes permanecem mais fechados e os sistemas trabalham por mais tempo para manter conforto térmico e renovação de ar, os filtros podem acumular partículas e contaminantes com maior intensidade, dependendo das condições do ambiente e da renovação de ar.

“Esses eventos aumentam a quantidade de partículas e contaminantes que chegam aos sistemas de ventilação e climatização. Como consequência, os filtros tendem a saturar mais rapidamente, elevando a perda de carga e reduzindo a eficiência energética dos equipamentos”, explica o diretor comercial da SpeedAir.

Quando a qualidade do ar interno não é controlada de forma adequada, os riscos podem envolver tanto as pessoas quanto as operações. Entre os ocupantes, a exposição a partículas, poluentes e contaminantes pode contribuir para irritações, alergias, problemas respiratórios e agravamento de doenças preexistentes.

No ambiente corporativo e industrial, os impactos podem ser mais amplos. “A má qualidade do ar pode gerar queda de produtividade, aumento do absenteísmo, contaminação de processos produtivos, danos a equipamentos sensíveis e até não conformidades regulatórias em setores que exigem controle rigoroso do ambiente”, afirma Lopes.

Nesse contexto, os sistemas de filtragem de ar desempenham um papel central. Eles atuam como uma barreira entre os contaminantes externos e os ambientes internos, retendo partículas, poeiras, fumaça, microrganismos e outros poluentes presentes no ar de renovação.

“Quando corretamente especificados e mantidos, os sistemas de filtragem garantem que o ar fornecido aos ambientes atenda aos níveis de qualidade exigidos para cada aplicação, protegendo pessoas, processos e equipamentos”, explica José Lopes.

A tecnologia de filtragem também tem evoluído para responder aos novos desafios ambientais. Hoje, o mercado conta com soluções voltadas não apenas à retenção de partículas, mas também ao equilíbrio entre qualidade do ar, eficiência energética, controle de gases e monitoramento do desempenho dos sistemas.

“Entre os principais avanços estão os meios filtrantes de alta eficiência com menor consumo energético, filtros capazes de reter partículas ultrafinas, soluções para remoção de gases e compostos químicos e sistemas de monitoramento que permitem acompanhar o desempenho dos filtros em tempo real”, detalha o especialista.

Para empresas e instituições que desejam se preparar para os impactos das mudanças climáticas na qualidade do ar, a gestão dos ambientes internos passa a exigir acompanhamento contínuo. Isso inclui avaliações periódicas dos sistemas de climatização, monitoramento dos parâmetros de qualidade do ar, escolha adequada dos filtros e manutenção preventiva.

“O primeiro passo é compreender que a qualidade do ar deve fazer parte da estratégia de gestão dos ambientes. Também é fundamental investir em soluções de filtragem de alta eficiência e acompanhar as mudanças nas condições ambientais externas”, orienta José Lopes.

A crescente frequência de eventos climáticos extremos reforça a necessidade de tratar a qualidade do ar interno como parte da infraestrutura de segurança e desempenho das empresas. Nesse cenário, sistemas de ventilação, climatização e filtragem deixam de ser avaliados apenas pelo conforto térmico e passam a ser considerados elementos essenciais para ambientes mais saudáveis, seguros e preparados para novas condições ambientais.

Para mais informações, basta acessar: https://speedair.ind.br/



COMENTE ABAIXO:

Economia

Número de acidentes com a rede elétrica cresceu no Brasil em 2025

Publicados

em

O número de acidentes com a rede elétrica aumentou de 685 casos, em 2024, para 703, em 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (7) pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

Apesar do aumento das ocorrências, a associação constatou menos óbitos causados por esses incidentes : foram 257 casos em 2024 e 252 no ano passado.

De acordo com a pesquisa, a construção civil é a atividade em que ocorrem mais acidentes no país . Em 2025, foram 227 incidentes relacionados a obras, reformas e serviços de manutenção predial, que resultaram em 68 mortes.

A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee, Cristina Garambone, chamou a atenção para a importância dos cuidados da população em relação à rede elétrica “porque, por atrás de cada acidente, há a vida de uma pessoa e uma família impactada”.

“O que a gente percebe é que, muitas vezes, os acidentes com mortes ocorrem em momentos de distração ou quando a pessoa acha que está dando um jeitinho. Por exemplo, algumas obras informais ou mesmo dentro de casa”, indicou Cristina Garambone, em entrevista à Agência Brasil .

A Abradee recomenda que somente profissionais devem realizar trabalhos na rede elétrica.

Lesões graves

Cristina ponderou que, embora o número de mortes tenha reduzido em 2025, ocorreram 241 lesões graves, incluindo mutilações . Outras 210 vítimas apresentaram lesões leves.

“A gente quer aumentar a consciência e diminuir esses números. A gente só vai ficar satisfeito quando tiver zero acidente”.

A pesquisa destaca também o crescimento dos acidentes relacionados à operação de equipamentos perto da rede elétrica, entre os quais máquinas agrícolas e guindastes. Em 2025, foram 66 registros, quase o dobro do observado no ano anterior.

Outra questão grave, conforme informou a diretora, são as ligações clandestinas, conhecidas em alguns estados como “gatos” ou “macacos”. Estão relacionadas a essas ligações 30 ocorrências, com 15 mortes.

Números regionais

A Região Sudeste foi a que mais concentrou acidentes no país em 2025, com 243 ocorrências, 78 mortes, 91 casos de lesões graves e 74 lesões leves. Entre as principais causas de ocorrência na região estão os acidentes ligados à construção civil.

Veja abaixo os números por região:

Acidentes na rede elétrica em 2025. Fonte: Abradee
Região Acidentes Mortes Lesões graves Lesões leves
Sudeste 243 78 91 74
Nordeste 187 67 46 74
Norte 122 50 64 8
Sul 81 31 12 38
Centro-Oeste 70 26 28 16

Segundo a Abradee, no Norte, as ocorrências foram associadas principalmente a atividades próximas à rede elétrica e intervenções irregulares. No Sul, as atividades de construção e manutenção predial permanecem entre os principais fatores de risco observados. Já no Centro-Oeste, o destaque é para atividades realizadas próximas à rede elétrica, especialmente em obras e operações com equipamentos.

A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee destacou ainda que segurança é uma responsabilidade coletiva.

“Tem a parte das distribuidoras, a das empresas, a dos profissionais envolvidos e a da própria população. Porque, para a gente zerar esse número, é preciso mudar uma cultura, tem que levar informação. Só com a adesão de toda a sociedade é que a gente vai conseguir reduzir esses números”.

Campanha

A Abradee realiza neste ano a 20ª Campanha Nacional de Segurança com a Rede Elétrica, promovida em conjunto com suas 42 distribuidoras associadas. O objetivo é conscientizar a população sobre situações de risco envolvendo a rede elétrica.

A campanha tem como tema “Energia liga. Segurança protege” e se estenderá até setembro. No próximo mês, a divulgação ganhará mais força com o Agosto Vermelho, que chama a atenção para os riscos ao se lidar com a rede elétrica.

A iniciativa mobiliza as 42 distribuidoras associadas à Abradee, responsáveis por levar energia a 99,8% da população brasileira e atender cerca de 212 milhões de clientes.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA