CULTURA
5º Festival Cultural de Várzea Grande reúne shows, artesanato e tradição em dois dias de celebração popular
Várzea Grande
Praça do bairro Jardim Glória II, em Várzea Grande, viveu dois dias de intensa celebração cultural. Nos dias 3 e 4 de julho de 2026, a quinta edição do Festival Cultural de Várzea Grande reuniu milhares de pessoas em torno das tradições populares mato-grossenses, consolidando o evento como um dos mais importantes do calendário cultural do município.
Realizado por meio do Termo de Fomento nº 1766/2026, firmado entre o Governo do Estado de Mato Grosso, por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), e o Ponto Social de Cultura e Esporte Anjo Miguel, o festival nasceu com o objetivo de preservar a identidade cultural mato-grossense, descentralizar o acesso à cultura e promover a integração entre artistas e comunidade.
Há cinco anos consecutivos, o evento vem aproximando a população das manifestações culturais da região e se tornando também uma importante fonte de geração de renda para os moradores do bairro, que assumem a Praça de Alimentação oferecendo pratos típicos da culinária regional.
Durante os dois dias de evento, o público acompanhou apresentações de siriri, danças folclóricas, música regional, lambadão, humor, exposições culturais, feira de artesanato e gastronomia, além das apresentações dos alunos de escolas municipais — mostrando que o festival vai além do entretenimento e se conecta diretamente com a formação cultural das novas gerações.
Um dos grandes destaques foi a Barraca da Cultura, onde os mestres Alexandre e Duílio apresentaram ao público o processo artesanal de fabricação da viola de cocho, instrumento símbolo da cultura mato-grossense e reconhecido como patrimônio cultural brasileiro.
A sexta-feira (3) teve início com a solenidade oficial de abertura, seguida de apresentações culturais das escolas municipais e grupos de siriri. A noite ficou por conta dos shows de Leandrinho e Jairo Som, Lambadão dos Federais e Os Amigos.
No sábado (4), a programação seguiu com apresentações das escolas, show da Banda Real Som, espetáculo do grupo Flor Ribeirinha, além das apresentações dos Meninos do Piseiro, Nico e Lau e Banda Os Dourados. O encerramento ficou a cargo da Banda Ellus, que coroou dois dias de muita cultura e alegria.
Para garantir tranquilidade ao público, a organização contou com o apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, equipe de segurança privada e estrutura completa de atendimento, incluindo ambulância em standby durante todo o evento.
O presidente da Associação Anjo Miguel, Edvaldo Costa, celebrou o sucesso da edição e reforçou o compromisso da organização com a comunidade. “Essa feira realmente veio para ficar. Além de ser um evento familiar, oferece conforto, segurança e toda a estrutura necessária para receber a população. E, ao final, ainda temos o compromisso de entregar a praça completamente limpa. Esse é o respeito que temos pela comunidade”, destacou.
Mais do que entretenimento, o 5º Festival Cultural de Várzea Grande reafirmou a importância de preservar as tradições, incentivar os artistas locais e movimentar a economia da comunidade. Em cinco edições, o evento construiu uma identidade própria e se consolidou como uma verdadeira festa da cultura popular mato-grossense — que, como o próprio nome diz, pertence ao povo.
Várzea Grande
Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara
Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).
A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.
A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.
De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.
Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.
Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.
Reconhecimento e respeito às mães atípicas
A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.
Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.
O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.
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