Economia
Cultura Inglesa anuncia rede própria de escolas bilíngues
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A Cultura Inglesa, uma das instituições mais tradicionais do ensino de inglês no Brasil, anuncia sua entrada no segmento de educação básica com a criação da Cultura Inglesa Bilingual School, rede própria de escolas bilíngues. A iniciativa amplia um ecossistema educacional que já reúne ensino de inglês para crianças, jovens e adultos, programas bilíngues para escolas, certificações internacionais e ensino superior, completando a jornada de aprendizagem oferecida pela instituição. O projeto representa a maior expansão da organização em seus 92 anos de história e marca sua entrada em um dos segmentos mais dinâmicos da educação brasileira.
“Construímos uma reputação sólida baseada na excelência do ensino da língua inglesa. Agora, damos um novo passo ao levar essa expertise para a educação básica, com um projeto de longo prazo que combina tradição, inovação pedagógica e uma visão contemporânea de formação integral, o que amplia nossa capacidade de acompanhar os estudantes ao longo de diferentes etapas de sua jornada educacional. O objetivo é preparar crianças e jovens para atuar com confiança, senso crítico e repertório global em um mundo cada vez mais conectado.”, afirma Wilson Diniz, CEO da Cultura Inglesa.
A primeira fase prevê a abertura de duas unidades na cidade de São Paulo, nos bairros da Vila Mariana e da Mooca. Até 2030, a expectativa é chegar a seis escolas em operação, com capacidade para atender cerca de 2.400 alunos. O investimento total previsto em obras, tecnologia, treinamentos e projeto pedagógico é de R$ 90 milhões.
O lançamento da Cultura Inglesa Bilingual School acontece em um mercado que segue em crescimento no Brasil e ainda oferece grande potencial de expansão. Segundo Diniz, a educação bilíngue continua avançando e abre espaço para iniciativas que unam excelência acadêmica, proximidade com as famílias e um projeto pedagógico sólido.”Estamos desenvolvendo uma rede com crescimento gradual e sustentável, sempre priorizando a qualidade da jornada educacional”, conclui.
Na avaliação do executivo, embora a demanda por educação bilíngue tenha crescido nos últimos anos, o segmento permanece altamente pulverizado e distante de um cenário de consolidação. “Hoje, apenas uma pequena parcela das cerca de 40 mil escolas particulares do país adota o modelo bilíngue, o que evidencia as oportunidades de crescimento da modalidade, especialmente no segmento intermediário”, completa.
É nesse contexto que a Cultura Inglesa Bilingual School se posiciona, com mensalidade média de R$ 5 mil, e uma proposta educacional inspirada em referências britânicas, que combina ensino bilíngue, excelência acadêmica e uma relação próxima entre escola, estudantes e famílias.
Projeto pedagógico
Mais do que ampliar a carga horária em inglês, a Cultura Inglesa Bilingual School nasce com a proposta de desenvolver o chamado bilinguismo autêntico. O idioma passa a ser utilizado como ferramenta de aprendizagem em diferentes áreas do conhecimento, promovendo fluência acadêmica, pensamento crítico e atuação em contextos multiculturais.
O currículo está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e incorpora práticas inspiradas em escolas britânicas contemporâneas. Disciplinas como Ciências, Artes, Estudos Sociais, Educação Física e Cidadania Digital serão ministradas em inglês. Na Educação Infantil, cerca de 80% da experiência escolar acontece no idioma. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, aproximadamente 60% da jornada é conduzida em inglês. A meta é que os estudantes alcancem o nível B2 de proficiência ao final do 9º ano.
André Felipe, diretor executivo de Educação Básica da Cultura Inglesa Bilingual School, destaca que a proposta foi desenvolvida a partir de um amplo processo de pesquisa e benchmarking internacional. “Passamos meses estudando modelos educacionais brasileiros e britânicos para construir uma proposta que respeita a realidade da educação nacional e, ao mesmo tempo, incorpora práticas reconhecidas internacionalmente por sua excelência. Nosso objetivo é formar alunos capazes de aprender, pensar, argumentar e atuar em dois idiomas com segurança, autonomia e profundidade”, afirma.
Outros diferenciais
A Cultura Inglesa Bilingual School também tem como diferencial a incorporação de práticas estruturadas de well-being e safeguarding, conceitos amplamente adotados em escolas britânicas e voltados à promoção do bem-estar, da segurança emocional e da proteção integral de crianças e adolescentes. Todos os profissionais receberão formação específica para atuar em ambientes que valorizem o acolhimento, pertencimento e relações saudáveis.
As unidades foram concebidas para estimular a aprendizagem ativa, com biblioteca interativa, espaços maker, laboratórios, ateliês de arte, áreas verdes e ambientes integrados voltados à investigação, criatividade e colaboração. A proposta inclui opções de período semi-integral e integral, ampliando experiências em tecnologia, inovação, artes, cultura, esportes e movimentos.
Identidade visual
A escola contará ainda com identidade visual própria, arquitetura de marca independente e posicionamento específico para o segmento de educação básica. A estratégia busca preservar o legado construído pela Cultura Inglesa ao longo de quase um século, ao mesmo tempo em que estrutura uma nova unidade de negócios dedicada exclusivamente à educação regular bilíngue.
Economia
Número de acidentes com a rede elétrica cresceu no Brasil em 2025
O número de acidentes com a rede elétrica aumentou de 685 casos, em 2024, para 703, em 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (7) pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).
Apesar do aumento das ocorrências, a associação constatou menos óbitos causados por esses incidentes : foram 257 casos em 2024 e 252 no ano passado.
De acordo com a pesquisa, a construção civil é a atividade em que ocorrem mais acidentes no país . Em 2025, foram 227 incidentes relacionados a obras, reformas e serviços de manutenção predial, que resultaram em 68 mortes.
A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee, Cristina Garambone, chamou a atenção para a importância dos cuidados da população em relação à rede elétrica “porque, por atrás de cada acidente, há a vida de uma pessoa e uma família impactada”.
“O que a gente percebe é que, muitas vezes, os acidentes com mortes ocorrem em momentos de distração ou quando a pessoa acha que está dando um jeitinho. Por exemplo, algumas obras informais ou mesmo dentro de casa”, indicou Cristina Garambone, em entrevista à Agência Brasil .
A Abradee recomenda que somente profissionais devem realizar trabalhos na rede elétrica.
Lesões graves
Cristina ponderou que, embora o número de mortes tenha reduzido em 2025, ocorreram 241 lesões graves, incluindo mutilações . Outras 210 vítimas apresentaram lesões leves.
“A gente quer aumentar a consciência e diminuir esses números. A gente só vai ficar satisfeito quando tiver zero acidente”.
A pesquisa destaca também o crescimento dos acidentes relacionados à operação de equipamentos perto da rede elétrica, entre os quais máquinas agrícolas e guindastes. Em 2025, foram 66 registros, quase o dobro do observado no ano anterior.
Outra questão grave, conforme informou a diretora, são as ligações clandestinas, conhecidas em alguns estados como “gatos” ou “macacos”. Estão relacionadas a essas ligações 30 ocorrências, com 15 mortes.
Números regionais
A Região Sudeste foi a que mais concentrou acidentes no país em 2025, com 243 ocorrências, 78 mortes, 91 casos de lesões graves e 74 lesões leves. Entre as principais causas de ocorrência na região estão os acidentes ligados à construção civil.
Veja abaixo os números por região:
| Região | Acidentes | Mortes | Lesões graves | Lesões leves |
| Sudeste | 243 | 78 | 91 | 74 |
| Nordeste | 187 | 67 | 46 | 74 |
| Norte | 122 | 50 | 64 | 8 |
| Sul | 81 | 31 | 12 | 38 |
| Centro-Oeste | 70 | 26 | 28 | 16 |
Segundo a Abradee, no Norte, as ocorrências foram associadas principalmente a atividades próximas à rede elétrica e intervenções irregulares. No Sul, as atividades de construção e manutenção predial permanecem entre os principais fatores de risco observados. Já no Centro-Oeste, o destaque é para atividades realizadas próximas à rede elétrica, especialmente em obras e operações com equipamentos.
A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee destacou ainda que segurança é uma responsabilidade coletiva.
“Tem a parte das distribuidoras, a das empresas, a dos profissionais envolvidos e a da própria população. Porque, para a gente zerar esse número, é preciso mudar uma cultura, tem que levar informação. Só com a adesão de toda a sociedade é que a gente vai conseguir reduzir esses números”.
Campanha
A Abradee realiza neste ano a 20ª Campanha Nacional de Segurança com a Rede Elétrica, promovida em conjunto com suas 42 distribuidoras associadas. O objetivo é conscientizar a população sobre situações de risco envolvendo a rede elétrica.
A campanha tem como tema “Energia liga. Segurança protege” e se estenderá até setembro. No próximo mês, a divulgação ganhará mais força com o Agosto Vermelho, que chama a atenção para os riscos ao se lidar com a rede elétrica.
A iniciativa mobiliza as 42 distribuidoras associadas à Abradee, responsáveis por levar energia a 99,8% da população brasileira e atender cerca de 212 milhões de clientes.
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