Várzea Grande
Vereadora Gisa Barros fiscaliza obras da antiga Escola Nadir de Oliveira após denúncia de desabamento de muro — Câmara Municipal
Várzea Grande
A vereadora Gisa Barros (Podemos) realizou, nesta quarta-feira (24), uma visita in loco às obras da antiga Escola Nadir de Oliveira, após receber denúncias de moradores sobre o desabamento de parte do muro da unidade.
Segundo relatos da vizinhança, vídeos encaminhados à parlamentar mostram a estrutura comprometida, o que aumentou a preocupação dos moradores — principalmente em razão do período chuvoso, que pode agravar ainda mais a situação e colocar em risco a segurança de quem vive nas proximidades.
Diante das denúncias, Gisa Barros esteve no local para verificar de perto as condições da obra e ouvir os moradores, que relataram medo e apreensão diante da possibilidade de novos desabamentos.
Durante a visita, a vereadora destacou que a segurança da população deve ser prioridade e reforçou a necessidade de providências urgentes por parte do poder público para evitar acidentes.
“Conheço bem essa região e não poderia ficar omissa diante dessa situação. Precisava vir aqui verificar de perto, até porque nasci e cresci no bairro Jardim Glória I. Nosso papel é fiscalizar, cobrar e garantir que as obras sejam executadas com responsabilidade e segurança”, afirmou Gisa Barros.
A parlamentar garantiu que continuará acompanhando o caso de perto e cobrando soluções para que o problema seja resolvido o mais rápido possível, assegurando tranquilidade e segurança aos moradores da região.
Várzea Grande
Documento de 2019 enfraquece críticas de Caio Cordeiro sobre expediente da Câmara
Nota oficial afirma que horário não foi criado pela atual gestão e que regulamentação ainda ampliou o funcionamento interno dos gabinetes.
As críticas feitas pelo vereador Caio Cordeiro ao horário de funcionamento da Câmara Municipal de Várzea Grande colocaram em debate uma questão que, segundo documentos oficiais da própria Casa, não sofreu alteração na atual gestão.
Em nota de esclarecimento, a Câmara informou que o expediente das 7h às 13h está previsto na Portaria nº 57/2019, publicada há mais de seis anos. A normativa foi editada antes da atual Mesa Diretora e continua em vigor, sem mudanças em relação ao horário oficial de funcionamento e atendimento ao público.
Diante desse cenário, as declarações do parlamentar entram em conflito com a documentação oficial da própria Câmara. O debate, portanto, deixa de ser sobre uma suposta criação da atual gestão e passa a girar em torno da manutenção de uma norma administrativa que já existia desde 2019.
Embora o horário oficial tenha sido mantido, a regulamentação atualmente aplicada ampliou o funcionamento interno da Câmara. Conforme a própria instituição, a Portaria nº 57/2019 estabelecia apenas o expediente das 7h às 13h, sem prever o funcionamento dos gabinetes no período vespertino. A regulamentação em vigor passou a permitir que os vereadores utilizem seus gabinetes das 13h às 17h para atividades internas, sob a responsabilidade de cada parlamentar. Na avaliação da Mesa Diretora, a medida representa uma ampliação das atividades internas, sem alterar o horário oficial de atendimento ao público.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o vereador Caio Cordeiro costumava realizar atendimentos em seu gabinete até por volta das 21h. No entanto, a manutenção desse modelo de funcionamento é considerada inviável pela administração da Casa diante da estrutura atualmente disponível. A sede da Câmara possui mais de 4.700 metros quadrados de área construída, distribuídos em cinco blocos, e exige equipes de controle de acesso, segurança e apoio administrativo durante todo o período de funcionamento.
A justificativa apresentada pela Câmara é de que o horário regulamentado busca garantir a segurança e a integridade física de vereadores, servidores, visitantes e do patrimônio público, além de compatibilizar o funcionamento da instituição com o efetivo disponível para o controle de acesso e vigilância das dependências.
A Câmara sustenta ainda que a Portaria nº 57/2019 foi elaborada considerando aspectos relacionados à segurança institucional, ao controle de acesso e às características da sede do Legislativo. Entre os fatores apontados estão a dimensão do prédio, o número reduzido de servidores responsáveis pelo controle de entrada, o efetivo disponível da Guarda Municipal e a necessidade de reforçar a proteção das instalações.
Com isso, o foco da discussão passa a ser se a Portaria nº 57/2019 deve ou não ser alterada. Os documentos oficiais indicam que o horário criticado pelo vereador não foi instituído pela atual Mesa Diretora. Ao mesmo tempo, a Câmara sustenta que a regulamentação vigente ampliou o funcionamento interno dos gabinetes no período da tarde, algo que não estava previsto na norma original de 2019.
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