Economia
Crescimento do mercado global de pistaches
Economia
A American Pistachio Growers (APG), associação que representa mais de 865 produtores independentes de pistache nos Estados Unidos, divulgou dados sobre a evolução da produção nacional. A produção anual de pistache no país atingiu aproximadamente 524 mil toneladas, resultado de investimentos em irrigação, mecanização e pesquisa varietal desde a década de 1970, concentrados principalmente nas regiões da Califórnia e do Vale Central.
As primeiras sementes de pistache chegaram aos EUA no final do século XIX, trazidas por imigrantes e por coleções botânicas. Os experimentos iniciais foram limitados, pois a espécie requer clima quente, verões longos e invernos frios, condições encontradas em áreas específicas do oeste americano. Pesquisadores e viveiristas, em parceria com universidades estaduais e agências federais, testaram variedades originárias do Irã e da Turquia e selecionaram as que melhor se adaptaram ao solo e ao clima locais.
Entre as décadas de 1970 e 1990, a disponibilidade crescente de água para irrigação, a mecanização da colheita e o investimento em infraestrutura de processamento e secagem permitiram a consolidação do pistache como produto de exportação. A Califórnia e o Vale Central ofereceram as condições agronômicas e logísticas necessárias para o cultivo em larga escala, atraindo agricultores e investidores.
Atualmente, os EUA mantêm posição de destaque entre os maiores produtores mundiais de pistache, com cadeia produtiva que inclui cultivo, processamento e comercialização. As perspectivas de futuro apontam para a inovação varietal, a adoção de práticas agrícolas com menor pegada hídrica, a adaptação às mudanças climáticas e a diversificação de mercados internacionais.
A APG, criada em 2008, tem como objetivo garantir a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, reduzir o consumo de água e promover a eficiência energética nas fazendas associadas. A associação também apoia a expansão da presença dos pistaches americanos em mercados estratégicos da Ásia, Europa e América Latina, por meio de pesquisas, campanhas educativas e facilitação de contato entre produtores e importadores.
Essas iniciativas buscam atender à crescente demanda global por alimentos considerados saudáveis e sustentáveis, ao mesmo tempo em que reforçam a competitividade do pistache americano nas próximas décadas.
Economia
Número de acidentes com a rede elétrica cresceu no Brasil em 2025
O número de acidentes com a rede elétrica aumentou de 685 casos, em 2024, para 703, em 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (7) pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).
Apesar do aumento das ocorrências, a associação constatou menos óbitos causados por esses incidentes : foram 257 casos em 2024 e 252 no ano passado.
De acordo com a pesquisa, a construção civil é a atividade em que ocorrem mais acidentes no país . Em 2025, foram 227 incidentes relacionados a obras, reformas e serviços de manutenção predial, que resultaram em 68 mortes.
A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee, Cristina Garambone, chamou a atenção para a importância dos cuidados da população em relação à rede elétrica “porque, por atrás de cada acidente, há a vida de uma pessoa e uma família impactada”.
“O que a gente percebe é que, muitas vezes, os acidentes com mortes ocorrem em momentos de distração ou quando a pessoa acha que está dando um jeitinho. Por exemplo, algumas obras informais ou mesmo dentro de casa”, indicou Cristina Garambone, em entrevista à Agência Brasil .
A Abradee recomenda que somente profissionais devem realizar trabalhos na rede elétrica.
Lesões graves
Cristina ponderou que, embora o número de mortes tenha reduzido em 2025, ocorreram 241 lesões graves, incluindo mutilações . Outras 210 vítimas apresentaram lesões leves.
“A gente quer aumentar a consciência e diminuir esses números. A gente só vai ficar satisfeito quando tiver zero acidente”.
A pesquisa destaca também o crescimento dos acidentes relacionados à operação de equipamentos perto da rede elétrica, entre os quais máquinas agrícolas e guindastes. Em 2025, foram 66 registros, quase o dobro do observado no ano anterior.
Outra questão grave, conforme informou a diretora, são as ligações clandestinas, conhecidas em alguns estados como “gatos” ou “macacos”. Estão relacionadas a essas ligações 30 ocorrências, com 15 mortes.
Números regionais
A Região Sudeste foi a que mais concentrou acidentes no país em 2025, com 243 ocorrências, 78 mortes, 91 casos de lesões graves e 74 lesões leves. Entre as principais causas de ocorrência na região estão os acidentes ligados à construção civil.
Veja abaixo os números por região:
| Região | Acidentes | Mortes | Lesões graves | Lesões leves |
| Sudeste | 243 | 78 | 91 | 74 |
| Nordeste | 187 | 67 | 46 | 74 |
| Norte | 122 | 50 | 64 | 8 |
| Sul | 81 | 31 | 12 | 38 |
| Centro-Oeste | 70 | 26 | 28 | 16 |
Segundo a Abradee, no Norte, as ocorrências foram associadas principalmente a atividades próximas à rede elétrica e intervenções irregulares. No Sul, as atividades de construção e manutenção predial permanecem entre os principais fatores de risco observados. Já no Centro-Oeste, o destaque é para atividades realizadas próximas à rede elétrica, especialmente em obras e operações com equipamentos.
A diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Abradee destacou ainda que segurança é uma responsabilidade coletiva.
“Tem a parte das distribuidoras, a das empresas, a dos profissionais envolvidos e a da própria população. Porque, para a gente zerar esse número, é preciso mudar uma cultura, tem que levar informação. Só com a adesão de toda a sociedade é que a gente vai conseguir reduzir esses números”.
Campanha
A Abradee realiza neste ano a 20ª Campanha Nacional de Segurança com a Rede Elétrica, promovida em conjunto com suas 42 distribuidoras associadas. O objetivo é conscientizar a população sobre situações de risco envolvendo a rede elétrica.
A campanha tem como tema “Energia liga. Segurança protege” e se estenderá até setembro. No próximo mês, a divulgação ganhará mais força com o Agosto Vermelho, que chama a atenção para os riscos ao se lidar com a rede elétrica.
A iniciativa mobiliza as 42 distribuidoras associadas à Abradee, responsáveis por levar energia a 99,8% da população brasileira e atender cerca de 212 milhões de clientes.
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