Saúde
Quando a Vida Vira Apenas Sobreviver
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A pessoa acorda, trabalha, resolve problemas, sorri quando necessário, conversa, organiza a casa, paga contas e continua funcionando normalmente diante de todos. Quem olha de fora dificilmente percebe. Afinal, ela está “dando conta”.
Mas por dentro… já não existe presença. Apenas sobrevivência.
A vida adulta, para muitas pessoas, deixou de ser viver para se tornar sustentar estruturas. Estruturas emocionais, financeiras, familiares e sociais. Somos ensinados desde cedo que ser forte é aguentar tudo calado. Então aprendemos a suportar.
Suportamos o excesso de responsabilidade.
Suportamos a falta de reconhecimento.
Suportamos relações desequilibradas.
Suportamos o peso de cuidar de todos enquanto ninguém percebe quem está cansado.
E, aos poucos, algo dentro da gente começa a se apagar.
O mais assustador sobre o vazio emocional é que ele não chega fazendo barulho. Ele chega silenciosamente. Primeiro a pessoa para de sentir alegria verdadeira. Depois perde o interesse pelas próprias vontades. Em seguida, começa a viver no automático.
Ela sorri, mas não sente felicidade.
Descansa, mas não se recupera.
Conquista coisas, mas continua vazia.
Muitas mulheres vivem exatamente assim.
Trabalham fora, cuidam da casa, administram problemas, sustentam emocionalmente a família inteira e ainda carregam a culpa de desejar descanso. Quando tentam cuidar de si mesmas, são chamadas de exageradas, gastadeiras ou egoístas. Como se existir além da obrigação fosse um privilégio e não um direito.
A verdade é que ninguém nasceu para viver apenas servindo.
Nenhum ser humano permanece emocionalmente inteiro vivendo anos sem acolhimento, parceria, leveza ou reconhecimento. Uma alma cansada continua funcionando por muito tempo, mas deixa de florescer.
E talvez seja por isso que tantas pessoas hoje não se sentem tristes exatamente. Sentem-se vazias.
Não porque sejam fracas.
Mas porque passaram tempo demais sobrevivendo.
Ainda assim, existe esperança em reconhecer isso.
Porque o primeiro passo para voltar a viver é admitir que alguma coisa dentro da gente precisa de cuidado. É entender que descanso não é preguiça. Que querer paz não é egoísmo. Que desejar ser amado, ouvido e valorizado não é carência — é necessidade humana.
Talvez a cura não aconteça de uma vez. Talvez ela comece devagar, em pequenos movimentos:
em uma conversa honesta,
em um limite imposto,
em um momento de silêncio,
em um pedido de ajuda,
ou simplesmente na decisão de não abandonar mais a si mesmo.
No fim, sobreviver não pode ser o destino final de ninguém.
Todos merecem mais do que apenas existir.
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No Dia Mundial de Combate ao AVC, Dr. Giovani Mendes palestra e defende ampliação do atendimento especializado em Mato Grosso
“Precisamos avançar na construção de políticas públicas que priorizem a prevenção, o diagnóstico rápido e o tratamento imediato.“
No Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado em 29 de outubro, o neurocirurgião Dr. Giovani Mendes participou de um encontro voltado à conscientização, prevenção e discussão de políticas públicas para fortalecer o enfrentamento da doença em Mato Grosso.
Durante sua participação, Giovani ministrou palestra e destacou a importância do diagnóstico rápido, da agilidade no atendimento e, principalmente, da implantação de mecanismos eficientes na rede pública de saúde que possibilitem o início precoce do tratamento. Segundo ele, o tempo é um fator determinante para salvar vidas, reduzir sequelas e evitar óbitos entre pacientes acometidos pelo AVC.

Com quase três décadas de experiência na neurocirurgia, Dr. Giovani Mendes tem construído uma trajetória de destaque na área, especialmente pela atuação no atendimento a pacientes vítimas de doenças cerebrovasculares.
Um dos pontos enfatizados pelo médico foi a experiência positiva do programa SOS AVC, do qual participou da criação e implementação. A iniciativa já teria contribuído para salvar mais de 4 mil vidas em Cuiabá, demonstrando a importância de uma estrutura organizada, com protocolos de atendimento, equipes capacitadas e rapidez na identificação dos casos.
Para Giovani, o sucesso do programa precisa servir de referência para a ampliação desse modelo de assistência em Mato Grosso, especialmente nos municípios considerados polos regionais, garantindo que pacientes de diferentes regiões tenham acesso a um atendimento especializado e em tempo oportuno.

“Precisamos avançar na construção de políticas públicas que priorizem a prevenção, o diagnóstico rápido e o tratamento imediato. No AVC, cada minuto faz diferença. Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento adequado, maiores são as chances de sobrevivência e de recuperação, com menos sequelas”, destacou.
A participação de Dr. Giovani Mendes reforça a necessidade de colocar o combate ao AVC entre as prioridades da saúde pública estadual, ampliando o acesso à informação, investindo na capacitação dos profissionais e descentralizando os serviços especializados.
Mais do que conscientizar sobre os riscos da doença, o desafio é transformar conhecimento e experiência em políticas públicas capazes de salvar vidas em todas as regiões de Mato Grosso.
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