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Exposição Elementos destaca a arte em cerâmica e valoriza talentos no saguão da ALMT

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O saguão principal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebe, de 3 a 6 de novembro, a exposição cultural Elementos, que reúne peças de cerâmica produzidas por alunos do Ateliê Tudo à Mão – Dalva Zulli e artistas convidados. A mostra integra a programação de feiras e exposições promovida pela Secretaria de Cultura e Memória da ALMT e busca valorizar a produção artística, o artesanato e os talentos locais.

A exposição apresenta peças utilitárias e decorativas, produzidas por meio de diferentes técnicas de modelagem, incluindo o trabalho manual e a utilização do torno. Os visitantes também podem conhecer a arte marajoara, manifestação de origem indígena que se caracteriza pelos desenhos e grafismos feitos à mão.

A ceramista Dalva Zulli explica que a proposta desta edição é dar protagonismo aos alunos do ateliê e mostrar que a produção artística pode ser aprendida por qualquer pessoa, desde que haja orientação e dedicação.

“Eu quero mostrar o que elas aprendem, o que é possível uma pessoa aprender. Tem pessoas que chegam ao meu ateliê e falam: ‘Ah, eu não consigo fazer nada’. Isso não existe. Existe técnica e uma sequência de aprendizado. Todo mundo aprende a fazer tudo o que quiser”, afirmou.

Dalva destaca que a exposição também representa uma oportunidade de apresentar a cerâmica a pessoas que ainda não tiveram contato com essa manifestação artística.

“O espaço aqui é ótimo, é maravilhoso. A gente tinha até cogitado fazer em um lugar particular, mas pensamos bem e resolvemos fazer aqui, porque dá a chance de as pessoas que nunca viram as cerâmicas conhecerem esse trabalho. Aqui tem público de todo jeito”, ressaltou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Os expositores têm diferentes formações profissionais e trajetórias. Entre os participantes estão psicólogos, dentistas, decoradores e aposentados que encontraram na cerâmica uma forma de expressão artística e, em muitos casos, uma atividade terapêutica.

Além dos alunos, a mostra conta com a participação de artistas convidados, como Lígia Maciel, Carolina Teixeira e Luciana Wolf, que mantêm parcerias com Dalva em atividades relacionadas à cerâmica e às queimas das peças.

A exposição também reúne trabalhos do professor de torno Samuel Suniaga, que explica como funciona a técnica.

“O torno é uma ferramenta ancestral, muito antiga. Basicamente, colocamos o barro na roda e direcionamos o movimento para criar formas, geralmente redondas. A partir disso, fazemos intervenções para dar forma à peça”, explicou.

Para ele, a experiência artística vai além da produção de objetos. “Eu acho que as pessoas têm que experimentar isso pelo menos uma vez na vida, porque é um processo que te transforma. Você chega pensando que não é capaz, que não consegue, mas todos nós temos essa capacidade. É só dedicar um pouquinho que consegue”, afirmou.

O público pode conferir peças exclusivas, entre objetos utilitários e decorativos, com valores acessíveis. A produção artesanal exige tempo, cuidado e atenção a cada etapa, desde a modelagem até a secagem e a queima.

Segundo Dalva Zulli, uma peça pequena pode levar cerca de 20 dias para ficar pronta. Já uma xícara, por exemplo, não é entregue em menos de 30 dias, devido ao processo de secagem, que precisa ocorrer de maneira gradual para evitar rachaduras.

“Na cerâmica, nada se faz correndo. Você constroi a peça, modela, ela ainda está úmida e precisa deixar secar. Como Cuiabá é muito quente, temos que mantê-la plastificada, com pano e plástico, durante quatro ou cinco dias, para não secar de uma vez e rachar”, explicou, ao acrescentar que dependendo do tamanho e das características da peça, o processo pode levar meses. 

Entre os artistas participantes está Célio Henrique dos Reis Gonçalves, conhecido como Pixote, que apresenta peças inspiradas na arte marajoara. O artista utiliza materiais cerâmicos reaproveitados, como tijolos, que são desmanchados e transformados em novas peças.

“Isso aqui é tudo na mão, é tudo desenhado. Eu pego o tijolo, a cerâmica, desmancho e faço a peça”, explicou.

O artista também produz vasos e fontes de diferentes tamanhos. A participação na exposição representa uma oportunidade de apresentar seu trabalho ao público e compartilhar a experiência artística com outros expositores.

O secretário do Instituto Memória do Poder Legislativo, Elias Santos, destacou que a realização das exposições no saguão principal atende a uma orientação da Mesa Diretora da ALMT, com o objetivo de ampliar a divulgação dos artistas e transformar o espaço em um ambiente de valorização cultural.

Segundo ele, o local recebe diariamente um grande fluxo de pessoas, entre servidores, visitantes, cidadãos que procuram os serviços do Espaço Cidadania e pessoas que circulam pelos gabinetes parlamentares.

“A gente quer tornar esse espaço do salão de entrada da Assembleia um local para divulgar os nossos artistas, de várias formas. Essa semana estamos divulgando o trabalho do Ateliê Dalva Zulli, dos alunos que aprendem a trabalhar com cerâmica e estão expondo seus trabalhos”, afirmou.

Elias também ressaltou a qualidade das peças produzidas pelos participantes e a importância do trabalho desenvolvido pelo ateliê na formação de novos artistas e artesãos.

“É um trabalho muito bonito, que demonstra a importância do ensinamento do ateliê. Os alunos conseguem ter uma qualidade muito boa nos seus produtos. Vale a pena conhecer e valorizar esse trabalho”, acrescentou.

Programação cultural até dezembro –A programação cultural da ALMT segue ao longo dos próximos meses, ampliando as oportunidades para que artistas, artesãos e servidores apresentem seus trabalhos à sociedade.

De 9 a 13 de novembro, o saguão principal recebe a Exposição de Arte Sacra, dedicada a obras que retratam a fé, a espiritualidade e as tradições culturais. Já nos dias 1º, 2 e 3 de dezembro, será realizada a exposição Prata da Casa, iniciativa que abre espaço para que servidores da Assembleia Legislativa apresentem seus talentos e produções artísticas.

A programação também prevê o lançamento de mais um selo comemorativo da ALMT, alusivo aos 190 anos do Parlamento estadual. A atividade contará com a exposição de objetos pessoais do piloto Ayrton Senna, como capacete e troféus. 

“Ficamos um período com a utilização do espaço reduzida por causa das eleições e da presença do Tribunal Regional Eleitoral, que realizou a confecção de títulos. Agora, voltamos com força total, com uma programação que valoriza os artistas, o artesanato, o empreendedorismo e os talentos locais”, concluiu.



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Chico Guarnieri propõe ensino do “Sinal de Vida” nas escolas de MT

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Um simples gesto com a mão ajudou uma menina de 9 anos a escapar de uma tentativa de violência sexual em Curitiba, no Paraná. O caso, que ganhou repercussão nacional, motivou o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) a apresentar o projeto de lei nº 1199/2026 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para que o Código Sinal de Vida seja ensinado nas escolas da rede pública estadual.

O episódio aconteceu no dia 9 de outubro, quando a criança seguia para a escola e foi abordada por um homem desconhecido. Sem conseguir pedir ajuda verbalmente, a menina utilizou o sinal silencioso de socorro, reconhecido por seu primo, de apenas 10 anos. O garoto correu até um posto de combustível, onde pediu ajuda. O suspeito, de 54 anos, acabou preso pela Guarda Municipal.

As duas crianças haviam aprendido o significado do gesto com a avó, que conheceu o sinal por meio da televisão e decidiu ensiná-lo aos netos como forma de proteção.

Para Chico Guarnieri, o episódio demonstra a importância de preparar crianças e adolescentes para identificar situações de risco e buscar ajuda de maneira segura.

“Uma criança de apenas 9 anos conseguiu pedir socorro sem dizer uma única palavra, porque conhecia esse sinal. E outra criança, de 10 anos, soube reconhecer o pedido e buscar ajuda. Imaginem quantas crianças podem ser protegidas se esse conhecimento chegar às nossas escolas”, destacou o parlamentar.

A proposta, apresentada no dia 21 de outubro, acrescenta um dispositivo à Lei Estadual nº 12.036/2023, que já institui o Código Sinal de Vida em Mato Grosso, mas não prevê expressamente seu ensino no ambiente escolar.

Pelo projeto, as unidades da rede pública estadual deverão desenvolver atividades educativas para ensinar os estudantes a realizar e reconhecer o gesto, utilizando linguagem adequada a cada faixa etária. As orientações também deverão abordar a prevenção da violência e a importância de procurar professores, familiares ou outros adultos de confiança diante de situações suspeitas.

O deputado ressalta que a iniciativa poderá ser incorporada às atividades pedagógicas já existentes, sem a necessidade de criar uma nova disciplina. Chico também sugere que as escolas particulares adotem voluntariamente a medida, ampliando o alcance da orientação entre crianças e adolescentes.

Sinal –O Código Sinal de Vida é realizado com uma das mãos. A pessoa mostra a palma aberta, dobra o polegar para dentro e fecha os outros quatro dedos sobre ele. O gesto permite comunicar silenciosamente uma situação de perigo, especialmente quando a vítima está sob ameaça ou não consegue pedir ajuda verbalmente.

A proposta prevê que os estudantes aprendam não somente a fazer o sinal, mas também a reconhecer quando outra pessoa está pedindo socorro e procurar ajuda de maneira segura.

O projeto também determina que as atividades respeitem os protocolos de proteção à infância e à adolescência, evitando a exposição indevida de vítimas de violência.



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