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Contorno corporal lidera ranking de cirurgias no Brasil

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O Brasil foi o país que mais realizou cirurgias plásticas estéticas em 2024 e concentra a maior parte dessa demanda em procedimentos de contorno corporal. É o que mostra o Global Survey 2024 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgado em 2025, segundo o qual a lipoaspiração liderou o ranking nacional, à frente das intervenções voltadas ao rosto e às mamas.

De acordo com os dados do levantamento, a lipoaspiração respondeu por 12,3% dos procedimentos cirúrgicos realizados no país, com 289.766 cirurgias, seguida pelo aumento de mamas (232.593), pela cirurgia de pálpebras (231.293) e pela abdominoplastia (192.961). No total, o Brasil registrou cerca de 2,3 milhões de cirurgias estéticas e assumiu a liderança global nesse tipo de intervenção, enquanto o número mundial de procedimentos cresceu 42,5% em quatro anos.

Para o cirurgião plástico Fábio Selbach, a predominância desses procedimentos reflete a busca por harmonia das proporções, e não por perda de peso. “A lipoaspiração e a abdominoplastia estão no topo porque tratam justamente aquilo que dieta e exercício nem sempre resolvem: a gordura localizada e a flacidez da parede abdominal. Na minha rotina, a maior parte dos casos envolve remodelar o contorno de quem já está próximo do peso adequado, e não emagrecer o paciente”, afirma.

Cirurgias combinadas e retração de pele

A alta desses procedimentos vem acompanhada da evolução das técnicas. Cirurgias combinadas, como a lipoabdominoplastia — que reúne a lipoaspiração e a abdominoplastia em um mesmo tempo cirúrgico — e a lipoescultura, voltada à definição do contorno, tornaram-se recorrentes nos consultórios. Em paralelo, tecnologias de retração de pele passaram a ser associadas a esses procedimentos com o objetivo de melhorar a acomodação dos tecidos após a retirada de gordura.

Segundo Fábio Selbach, a decisão de combinar procedimentos depende de avaliação individual. “Cada corpo responde de uma forma à retirada de gordura. Quando a pele tem boa capacidade de retração, a lipoescultura resolve; quando há flacidez importante, é preciso associar a cirurgia que remove o excesso de pele ou recorrer a tecnologias complementares. A experiência ajuda justamente a definir esse limite para cada paciente”, explica o cirurgião.

Apesar de figurarem entre as cirurgias mais procuradas, os procedimentos de contorno corporal seguem exigindo critérios rigorosos. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica orienta que intervenções como a lipoaspiração sejam realizadas apenas por cirurgiões plásticos habilitados, em ambiente hospitalar adequado e após avaliação pré-operatória completa, uma vez que se trata de cirurgia de contorno, e não de tratamento para obesidade.

Para o especialista, a expressividade dos números não deve ofuscar o caráter cirúrgico dessas indicações. “O volume expressivo mostra que o brasileiro confia no procedimento, mas ele continua sendo uma cirurgia, com anestesia, cicatrização e pós-operatório. A boa indicação e o acompanhamento são o que sustentam o resultado ao longo do tempo”, conclui Fábio Selbach.

O cenário mapeado pela ISAPS reforça a posição do Brasil como o país que mais realiza cirurgias de contorno corporal e evidencia por que a lipoaspiração, a abdominoplastia e as técnicas combinadas concentram a maior parte da demanda. Nesse contexto, a leitura dos dados aliada à avaliação individual tende a orientar tanto a escolha do procedimento quanto a segurança do paciente.

Para mais informações, basta acessar: https://unioncirurgiaplastica.com.br/



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Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina para 32%

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a reunião que ocorreria nesta quarta-feira (8), quando poderia ser determinado o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro na composição da gasolina de 30% para 32%.

O Ministério de Minas e Energia informou à Agência Brasil que ainda não há previsão de nova data para a reunião.

De acordo com o governo, a medida poderia tornar o Brasil autossuficiente em gasolina e, com isso, poderia reduzir os efeitos das oscilações de fornecimento e de preço do petróleo no mercado internacional impactados, sobretudo, pela guerra no Oriente Médio.

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira Das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veiculos Automotores (Abeifa) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) enviaram ao Ministério de Minas e Energia um pedido de novos testes sobre os impactos do aumento do etanol misturado à gasolina antes da implementação da medida, com o consequente adiamento da medida.

Técnicos da área apontam que automóveis mais antigos , fabricados há 20 ou 30 anos, e modelos importados desenvolvidos para operar com percentuais menores de etanol podem ser afetados pela mudança. Por isso, a defesa de realização de testes complementares como garantia para o consumidor final.



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