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Cartão físico de transporte cede lugar a Pix e celular

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O passageiro já usa o celular para comprar, fazer transferências e chamar um carro. No transporte público, porém, embarcar por muito tempo dependeu de uma etapa anterior: ter um cartão específico e lembrar que precisa carregá-lo. Essa lógica começa a mudar.

Cartões bancários por aproximação, Pix no momento do embarque e passagens vinculadas a contas digitais estão chegando às catracas. São tecnologias diferentes, mas apontam para a mesma transformação: a bilhetagem deixa de depender de um único cartão e passa a oferecer mais formas de acesso ao transporte.

“Estamos vivendo uma mudança estrutural na bilhetagem. O que antes era um cartão físico começa a se transformar em uma conta digital, e o que antes era uma etapa específica de pagamento passa a estar integrado à jornada do passageiro. A tecnologia precisa fazer cada vez mais coisas por trás da catraca para que, ao usuário, a experiência fique cada vez mais simples”, afirma Bruno Berezin, CEO da Autopass.

Em menos de seis meses, a aproximação avançou pelos trilhos de São Paulo

Em abril de 2026, o pagamento por aproximação com cartão bancário passou a estar disponível nas 97 estações da rede ferroviária paulista. No primeiro mês, foram registradas mais de 700 mil transações com cartões de débito e crédito. Em setembro, o EMV foi expandido para todas as linhas e estações do metrô e já contabiliza mais de 14,5 milhões de transações nos trilhos.

Para quem embarca, a mudança é direta: em vez de providenciar uma recarga específica de transporte, basta aproximar um cartão bancário ou dispositivo compatível. Para o sistema, ela representa a incorporação às catracas de um meio de pagamento que já faz parte de outras situações do dia a dia.

O bilhete começa a deixar o cartão físico

A transformação não se limita à forma de pagar. No modelo de Account-Based Ticketing (ABT), informações da passagem ficam vinculadas a uma conta digital, e não necessariamente armazenadas em um cartão de transporte. Isso permite que diferentes meios de acesso sejam associados à jornada do usuário.

No Jaé, no Rio de Janeiro, a Carteira Digital baseada em ABT permite gerar um QR Code dinâmico no celular para embarcar sem cartão físico. Desde a implantação do sistema, o Jaé já emitiu mais de 338 mil QR Codes dinâmicos. No TOP, a Carteira Digital também vincula a passagem à conta do usuário. A integração com o Google Wallet acrescenta outra possibilidade de usar o celular no acesso ao transporte, com o novo aplicativo TOP, lançado em junho deste ano.

Os exemplos não significam que todos os passageiros deixarão de usar cartões. Mostram que o cartão físico já não precisa ser a única forma de guardar e apresentar uma passagem.

O Pix elimina a recarga antes do embarque

No Jaé, o Pix passou a ser aceito diretamente no validador. O passageiro pode pagar a tarifa no momento do embarque, sem precisar carregar previamente um cartão físico. A solução já ultrapassou 6 milhões de transações. A diferença está menos no gesto de pagar e mais na etapa que deixa de existir: o passageiro não precisa verificar antes da viagem se tem saldo de transporte disponível.

Mais simples na catraca, mais sofisticado por trás dela

A mesma infraestrutura que amplia as opções de embarque também gera informações para a operação dos sistemas. Dados de uso e ferramentas de monitoramento podem ajudar a identificar padrões incompatíveis com determinados benefícios e apontar irregularidades para análise. É uma aplicação da tecnologia que vai além da conveniência: ela busca melhorar os controles e contribuir para a proteção dos recursos destinados ao transporte.

Para o passageiro, porém, o objetivo é o oposto da complexidade. Cartão de transporte, cartão bancário, Pix, QR Code e celular podem coexistir como portas de entrada. “Ele não precisa saber se está usando ABT, EMV ou outra tecnologia. Ele só precisa saber que chegou, embarcou e seguiu viagem”, conclui Berezin.



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99Food estreia em Florianópolis e amplia mercado de delivery

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A 99Food, plataforma de entrega de refeições da 99, inicia oficialmente sua operação em Florianópolis com a oferta de serviços de delivery de comida e bebida e a proposta de ampliar as opções disponíveis para consumidores, restaurantes e entregadores. O lançamento também contempla Biguaçu, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e São José, expandindo a presença da plataforma para a Grande Florianópolis. A novidade dá continuidade à estratégia de expansão nacional da 99Food que soma atualmente cerca de 120 cidades em todo país.

Disponível dentro do SuperApp da 99, a proposta da 99Food é que todos os envolvidos na plataforma se beneficiem. Para os consumidores, a chegada do serviço amplia as opções para pedir refeições. Em termos de capilaridade, a 99Food começa na região com aproximadamente 3,8 mil restaurantes cadastrados, entre grandes redes e estabelecimentos locais, expandindo os canais de venda para os comércios da região.

Para os entregadores, o sistema utiliza ferramentas de geolocalização e algoritmos de inteligência artificial para conectar pedidos a entregadores próximos, estimar prazos de preparo e traçar rotas de entrega. A operação começa com cerca de 3 mil entregadores parceiros, que contam com incentivos operacionais voltados a estimular a realização de entregas e corridas pela plataforma durante a fase inicial de expansão.

“Florianópolis e região representam um passo importante na nossa expansão pelo Sul do país. Estamos falando de uma capital com uma economia dinâmica, forte vocação turística e tecnológica e uma gastronomia profundamente conectada à cultura local e ao mar. Queremos fazer parte da rotina da cidade, oferecendo preços justos para os consumidores, oportunidades de ganhos para os entregadores parceiros e condições competitivas para os estabelecimentos”, afirma Bruno Rossini, diretor sênior de Comunicação da 99.

Segundo o executivo, a operação da plataforma prioriza pela agilidade e registra tempo médio de entrega de 29 minutos para distâncias de até 5 km, graças à tecnologia de otimização de rotas, previsão de preparo e distribuição inteligente de pedidos entre entregadores.

A gastronomia é um dos elementos que ajudam a construir a identidade de Florianópolis e sua forte vocação turística. Cercada pelo mar, a capital catarinense possui uma tradição culinária marcada pela cultura açoriana, pescados e frutos do mar, com destaque especial para as ostras. A operação de entrega integra a estrutura de serviços do aplicativo da empresa na região, que, além do delivery de comida e bebida, conta também com os serviços de mobilidade, entregas e soluções financeiras.

Com DNA brasileiro desde sua criação, em 2012, a 99 opera em mais de 4,4 mil cidades e conecta milhões de usuários a motoristas e motociclistas parceiros que, além de transportar pessoas, também realizam entregas de objetos e de comida.



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