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ALERTA NA SAÚDE

Prefeitura descarta caso grave de meningite em criança internada em Cuiabá

Exames laboratoriais descartaram meningite meningocócica do tipo B; criança já recebeu alta hospitalar.

Publicado em

Saúde

Crédito: Erlan Aquino

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou nesta segunda-feira, (25/05), que foi descartado o caso mais grave de meningite investigado em uma criança de 5 anos na capital.

Segundo a pasta, após investigação laboratorial, o caso foi encerrado como meningite não especificada, descartando a meningite meningocócica do tipo B, considerada uma das formas mais graves da doença.

A criança esteve internada no Hospital Santa Casa e recebeu alta médica no último dia 16/05, após apresentar melhora clínica.

De acordo com os exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT), não foram identificados agentes etiológicos nas amostras analisadas, incluindo a bactéria Neisseria meningitidis, responsável pela meningite meningocócica.

Apesar disso, conforme os achados da citologia do líquor realizados pelo laboratório de referência do hospital, o caso foi encerrado como meningite não especificada.

A Vigilância Epidemiológica de Cuiabá acompanhou toda a investigação e informou que o cenário epidemiológico da doença na capital permanece estável, sem aumento de registros.

A Secretaria Municipal de Saúde reforçou ainda que não há motivo para pânico e que todas as medidas previstas pelos protocolos do Ministério da Saúde foram adotadas, incluindo monitoramento clínico e investigação laboratorial.

A pasta também orientou a população a buscar informações apenas em canais oficiais para evitar a disseminação de notícias falsas.

A Prefeitura destacou a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra os casos graves de meningite. As vacinas meningocócicas seguem disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde da capital conforme o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os principais sintomas da meningite estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Em casos mais graves, podem ocorrer rigidez na nuca, manchas pelo corpo, convulsões e alterações respiratórias.

Em bebês, irritabilidade e choro persistente também são considerados sinais de alerta.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou policlínica para avaliação médica.

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Saúde

“Comparar HMC e Hospital Central é desconhecimento ou má intenção”, diz Dr. Giovani Mendes

Neurocirurgião, que atende nas duas unidades, diz os hospitais desempenham funções diferentes e complementares

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O neurocirurgião e pré-candidato a deputado federal Dr. Giovani Mendes afirmou que a comparação entre o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital Central de Alta Complexidade, administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, é equivocada por ignorar as diferentes funções desempenhadas por cada unidade dentro da rede pública de saúde.

O médico, que atende nas duas unidades, explica que os dois hospitais foram estruturados para atender demandas distintas e complementares do Sistema Único de Saúde (SUS), razão pela qual, na sua avaliação, não faz sentido colocá-los em disputa ou tentar estabelecer qual deles seria “melhor”.

“Comparar o HMC com o Hospital Central não faz o menor sentido. É burrice. São hospitais com perfis assistenciais diferentes, competências diferentes e objetivos diferentes. Quem conhece minimamente o funcionamento da rede pública de saúde sabe disso”, afirmou.

Dr. Giovani Mendes explica que o HMC desempenha um papel estratégico no atendimento de urgência e emergência, absorvendo um grande volume de pacientes vítimas de traumas, acidentes e outras situações que exigem resposta imediata, enquanto o Hospital Central foi concebido para ampliar a oferta de procedimentos de alta complexidade e tratamentos altamente especializados para pacientes regulados de todo o Estado.

Para o neurocirurgião, colocar as duas unidades em comparação demonstra desconhecimento sobre a organização do SUS ou, em alguns casos, má-fé no debate público.

“Quando alguém insiste em comparar dois hospitais que exercem funções completamente diferentes, existem duas possibilidades: ou desconhece como funciona a assistência pública em saúde ou age de forma deliberada para distorcer a realidade. Em alguns casos é desinformação; em outros, infelizmente, pode ser burrice ou ter outras intenções”, declarou.

Ele acrescenta que o fortalecimento da saúde pública depende justamente da atuação integrada dos hospitais, e não da tentativa de criar uma falsa disputa entre estruturas que se complementam.

“O paciente não ganha nada com essa polarização. O que fortalece o SUS é ter uma rede organizada, em que cada hospital cumpra sua missão. O HMC continuará sendo fundamental para os atendimentos de urgência e emergência, enquanto o Hospital Central amplia a capacidade do Estado em procedimentos de alta complexidade. Um não substitui o outro; eles se complementam”, concluiu.

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