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Polícias Civil e Militar deflagram operação contra garimpo ilegal no norte de MT

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As forças de segurança pública do Estado deflagraram, nesta terça-feira (20.10), a Operação Leito Legal, com o objetivo de combater crimes ambientais associados à atividade garimpeira ilegal nos rios Braço Norte e Peixoto de Azevedo, na região de Guarantã do Norte, em Mato Grosso.

A ação integrada das Polícias Civil e Militar foi desencadeada em apoio ao Ministério Público Estadual, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão que têm como alvos 28 balsas utilizadas na extração mineral nos rios, e são cumpridos por vias terrestre e fluvial.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara da Comarca de Guarantã do Norte, com base nas investigações realizadas.

O objetivo da operação é interromper as atividades ilegais, apreender maquinários instalados irregularmente no interior de unidades de conservação (UCs), e a inutilização dos maquinarios, se for o caso, conforme determinação judicial.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

A operação também busca identificar e qualificar os financiadores e proprietários das balsas, além de coletar amostras de solo e água para perícia técnica que auxiliarão na comprovação dos crimes investigados, incluindo a possível presença de mercúrio e de outras substâncias químicas utilizadas na atividade garimpeira ilegal, que podem agravar os danos ambientais.

Os investigados são suspeitos de crimes ambientais relacionados a danos ambientais e à poluição. Entre as condutas apuradas está causar poluição de qualquer natureza em níveis que possam resultar em danos à saúde humana, provocar a morte de animais ou causar destruição significativa da flora.

Apuração

Conforme investigações,  as estruturas identificadas estão relacionadas ao uso de maquinários e de produtos potencialmente tóxicos, com possíveis impactos sobre a qualidade da água. Também são apurados indícios de assoreamento, desmatamento e exploração mineral sem autorização em Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Os rios Braço Norte e Peixoto de Azevedo integram a rede hidrográfica da região norte de Mato Grosso e estão relacionados à dinâmica ambiental dos municípios de Guarantã do Norte, Matupá, Novo Mundo e Peixoto de Azevedo. Os cursos d’água também possuem balneários frequentados pela população local.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

Degradação atinge leitos, margens e vegetação nativa

As diligências apontam um cenário preocupante de degradação ambiental, especialmente no rio Braço Norte. Segundo as apurações, a atividade garimpeira ilegal tem provocado escavações, remoção da camada superficial do solo, rica em matéria orgânica, e assoreamento dos canais.

Além da extração mineral diretamente nos leitos dos rios, foram identificadas aberturas de áreas com uso de motosserras para a instalação de acampamentos, a criação de acessos clandestinos e a implantação de estruturas de apoio à atividade garimpeira ilegal.

De acordo com a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema),  essas intervenções envolvem a supressão de vegetação nativa, inclusive em áreas legalmente protegidas.

A retirada da mata ciliar e a movimentação do solo intensificam os processos erosivos e favorecem o acúmulo de sedimentos nos cursos d’água. Entre os impactos apontados estão o aumento da turbidez, a alteração da dinâmica natural dos rios, a instabilidade das margens e a degradação dos ambientes que sustentam a fauna e a flora locais.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

O avanço do garimpo  e a expansão da atividade garimpeira ilegal têm gerado preocupação entre os moradores da região, diante do risco de comprometimento dos recursos hídricos e do avanço da degradação em áreas protegidas.

O uso de dragas e de equipamentos de sucção conhecidos como “chupões” diretamente nos leitos dos rios, associado ao desmatamento e à ocupação irregular das margens, é apontado como um dos fatores que agravam os danos ambientais. Segundo as apurações, os impactos podem ser de grande magnitude e de difícil reversão.

Cooperação

A Operação Leito Legal é coordenada pela Dema e Polícia Militar Ambiental, em apoio ao Ministério Público Estadual,  e conta com a participação da Delegacia Regional de Guarantã do Norte, Força Tática do 2° Comando Regional, Corpo de Bombeiro Militar, Poder Judiciário da Comarca de Guarantã do Norte, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

Nome da operação

O nome Leito Legal faz alusão à proteção dos leitos dos rios e à defesa da legalidade, simbolizando a convergência de esforços em favor do patrimônio ambiental.

A palavra “leito” remete ao caminho natural das águas e, em sentido simbólico, ao rumo que deve orientar a exploração dos recursos naturais: o respeito à legislação e ao equilíbrio ambiental.

Já o termo “legal” reafirma o compromisso com o enfrentamento da exploração mineral ilegal e com a responsabilização dos envolvidos em condutas lesivas ao meio ambiente.



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Polícia

Polícia Civil MT contribui para identificação de 5 brasileiros foragidos na Bolívia

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A integração entre a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, a Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Boliviana resultou na identificação de cinco brasileiros foragidos da Justiça que estavam escondidos na Bolívia.

Os brasileiros foram identificados após serem presos em flagrante por policiais bolivianos em uma residência na cidade de Santa Cruz de la Sierra.

As diligências investigativas tiveram início após o recebimento de denúncias. Durante as verificações, os policiais realizaram a abordagem de cinco suspeitos no imóvel.

Entre os detidos estão um jovem de 23 anos, natural de Santa Catarina; outro de 23 anos, natural de São Paulo; um terceiro de 25 anos, também de Santa Catarina; um homem de 38 anos, natural de São Paulo; e um quinto suspeito, de 26 anos, natural do Maranhão.

Após as prisões em flagrante, a equipe de inteligência boliviana acionou a Polícia Civil de Mato Grosso. Com base nos dados repassados pelo Núcleo de Inteligência da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, foi possível confirmar que os cinco detidos eram brasileiros com mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça brasileira.

Conforme o delegado da Polinter, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, o Núcleo de Inteligência vem intensificando a cooperação com as forças de segurança de países vizinhos para localizar e capturar brasileiros foragidos da Justiça.

“Essa parceria estratégica, realizada ao longo de 2026, permitiu identificar diversos integrantes de facções criminosas escondidos na Bolívia. Quase todos os alvos mapeados possuem mandados de prisão em aberto no Brasil por crimes graves, como homicídio, tráfico de drogas, roubo e organização criminosa”, destacou o delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi.



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