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Polícia Civil prende homem envolvido em furto de transformador de energia de universidade em Sinop
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Um homem envolvido no furto de um transformador de energia instalado na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Sinop, teve o mandado de prisão preventiva cumprido, na quarta-feira (2.7), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município.
O crime ocorreu em janeiro de 2026, quando o investigado, que prestava serviços terceirizados de manutenção na instituição, agiu em conjunto com um comparsa. Ambos se aproveitaram do acesso e da confiança depositados pela universidade para subtrair cabos, barramentos, disjuntores e componentes internos do transformador, incluindo bobinas de cobre.
Para dificultar a descoberta do crime, os suspeitos teriam realizado uma manobra técnica de interligação elétrica (“bypass”) no sistema de distribuição de energia, o que evitou a interrupção imediata do fornecimento e retardou a percepção do furto pela instituição.
A manobra de “bypass”, além de ocultar o crime, gerou risco de sobrecarga na rede elétrica da universidade, colocando em perigo a integridade física de funcionários e estudantes que circulavam pelo local, situação que somente foi neutralizada após a constatação do problema pela instituição.
O prejuízo material causado à universidade é estimado em aproximadamente R$ 1 milhão, considerando os danos à estrutura elétrica e o comprometimento de parte significativa do sistema de distribuição de energia da instituição.
Diante da gravidade dos fatos e do modo de execução, o delegado Lucas Pereira Santos representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça.
“As investigações evidenciaram a premeditação e o abuso da confiança depositada pela instituição no suspeito, que responderá pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança”, disse o delegado.
As investigações seguem em andamento para a identificação e responsabilização de outros envolvidos no furto, bem como para a identificação dos possíveis receptadores do material subtraído.
Polícia
Polícia Civil de MT realizou mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano
A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.
O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.
As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.
Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.
“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.
Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.
Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.
A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.
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