Polícia
Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra suspeito com histórico de violência doméstica
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Policiais civis da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande cumpriram um mandado de prisão preventiva em desfavor de um investigado, de 23 anos, pelos crimes de perseguição, ameaça, violação de domicílio e lesão corporal praticados contra sua ex-namorada, de 21 anos.
De acordo com as investigações, a vítima relatou que, por volta das 4h da manhã do dia 8 de março de 2026, o ex-companheiro invadiu sua residência, passou a acusá-la de traição e a agrediu com socos na cabeça. Durante a ação violenta, o suspeito ainda tomou o aparelho celular da vítima para impedir que ela solicitasse ajuda. Na tentativa de se defender, a jovem sofreu um corte na mão direita.
Mesmo diante das agressões, a vítima conseguiu recuperar o telefone e entrar em contato com sua avó, pedindo socorro. Após a ligação, o agressor fugiu do local, mas continuou a ameaçá-la.
Durante a apuração dos fatos, foi constatado que o investigado já possui histórico de violência doméstica contra outra companheira. Diante da gravidade da conduta e da necessidade de resguardar a integridade física e psicológica da vítima, a Delegada Titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande, Paula Gomes Araújo, representou pela prisão preventiva do suspeito.
O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário e o investigado foi localizado e preso por policiais civis, sendo posteriormente encaminhado para Audiência de Custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Polícia
Polícia Civil de MT realizou mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano
A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.
O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.
As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.
Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.
A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.
“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.
Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.
Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.
A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.
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