Mato Grosso
Rodoviários do Rio terão nova audiência com patrões na segunda-feira
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Os rodoviários do Rio de Janeiro vão ter nova audiência de conciliação com os patrões na próxima segunda-feira (13), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª. Região (TRT1) para definir os rumos do movimento. A audiência dessa quarta-feira (8) foi adiada pelo TRT-RJ para que as partes entrem em acordo para definir o reajuste da categoria.
Os rodoviários estão em estado de greve e decidiram, em assembleia, rejeitar a proposta dos patrões que aumentaram a proposta inicial de pagamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,39% para 4,5%.
Reajuste
A proposta inicial dos rodoviários é que motoristas de articulados (caso do BRT) tenham piso salarial de R$ 5 mil, e os demais recebam um piso de R$ 4 mil. O reajuste da categoria seria de 17%, repondo perdas inflacionárias passadas, em duas parcelas: a primeira em julho de 8% e a segunda em novembro, de 8,5%.
Na assembleia de terça-feira (7), a categoria decidiu flexibilizar o piso salarial, reduzindo de 17% para 12%, em duas vezes, o índice de reajuste. Além disso, os rodoviários reivindicam tíquete alimentação de R$ 1 mil.
Paralisação
Os rodoviários iniciaram a greve no dia 29 de junho. Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial, a ampliação de benefícios e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
A paralisação da categoria transformou a vida do carioca num verdadeiro caos. Com a falta dos ônibus urbanos muitos trabalhadores não conseguiram chegar ao trabalho, outros chegaram com mais de duas horas de atraso. Os ônibus articulados, o metrô e os trens não conseguiram substituir os trabalhadores levados diariamente nos ônibus comuns.
No dia 2 deste mês em assembleia, os rodoviários decidiram suspender o movimento, mas mantiveram o estado de greve, aguardando a evolução nas negociações entre o Tribunal Regional do Trabalho, os patrões e o sindicato da categoria.
Em nota, o Rio Ônibus informa “que segue em negociação visando o acordo e espera que a situação seja resolvida, afastando de vez a possibilidade de nova greve”.
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Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília
Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho.
Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.
“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou.
A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando.
“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.
Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.
“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou.
Tradição secular
A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos.
Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais.
A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
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