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Mato Grosso

PM intensifica ações contra o crime organizado no Rio

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Mato Grosso

A Polícia Militar fez nesta quinta-feira (2) operações simultâneas para conter a criminalidade de norte a sul do Rio de Janeiro , incluindo as regiões metropolitana e litorânea do estado.

As ações mobilizaram equipes dos comandos de Policiamento de Área e de unidades especializadas, com foco no combate às organizações criminosas, ao roubo de veículos e de cargas, além da retirada de barricadas.

Entre os principais resultados da operação está a prisão de Diego Silva de Jesus, conhecido como “Problemático”, apontado pelos setores de inteligência como um dos líderes do tráfico de drogas da comunidade da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto.

O criminoso tem 16 anotações criminais e já havia sido preso por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em 2019, suspeito de participação no homicídio de um policial militar na Linha Amarela, uma das principais vias expressas da cidade.

Na mesma ação, outros três suspeitos foram presos e um fuzil foi apreendido, representando mais um importante golpe contra o grupo criminoso que atua na região.

Na Cidade de Deus, policiais militares do 18º batalhão da PM desarticularam uma central usada para aplicar golpes contra instituições bancárias.

No imóvel, foram apreendidos 15 notebooks, quatro computadores desktop, uma caixa de som, cinco cadernos de anotações, três aparelhos celulares e documentos contendo roteiros e registros relacionados à prática criminosa.



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Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília

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Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho.

Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.

“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou.

A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando.

“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.

Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.

“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou.

Tradição secular

A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos.

Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais.

A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).



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