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Lúdio faz emenda a projeto do governo para garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) se posicionou contrário ao pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão apresentado pelo Governo de Mato Grosso na Assembleia Legislativa. Na quarta-feira (1º), o deputado apresentou uma emenda ao projeto de lei 795/2026 para garantir que o mesmo valor do empréstimo seja aplicado também em moradias populares.

“O Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”, diz a emenda apresentada pelo deputado.

O projeto de lei nº 795/2026, apresentado no final de junho pelo governo estadual, prevê a contratação do empréstimo junto à Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (FINISA). A previsão do projeto é de investimentos em construção, pavimentação, modernização e recuperação de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, além da construção, ampliação, reforma e aparelhamento de Unidades de Saúde, Hospitais e Laboratórios.

Lúdio questionou a pertinência de o projeto ter sido encaminhado neste momento, próximo do período eleitoral e do fim do atual mandato do Governo do Estado. “Sinceramente, não tem sentido, a seis meses do final do mandato do atual governador, o Estado contrair um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, esse é o primeiro problema. Daqui a três meses, Mato Grosso vai eleger uma nova governadora ou um novo governador que terá quatro anos de mandato e poderá tomar a decisão sobre a pertinência ou não de um empréstimo dessa natureza”.

Em entrevistas à imprensa, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tem defendido que o recurso serviria para “substituir recursos que deixarão de existir” ao final deste ano. O projeto de lei, porém, não traz menção a esse ponto.

“Não tem sentido o argumento de que compensaria isso por meio da utilização de recursos do Fethab a partir do ano que vem, quando nós não sabemos nem quem será governador, porque o atual governo já teve quase oito anos para utilizar o Fethab para investir em habitação, e não fez isso”, rebateu Lúdio.

O deputado também criticou a taxa de juros do financiamento proposto no PL nº 795/2026. O texto prevê a contratação de R$ 1,5 bilhão com prazo de 10 anos para pagamento, com carência de 12 meses e uma taxa de juros indexada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que hoje é de 14,15% ao ano, mais 0,9% ao ano, entre outras condições.

“Isso é juros de mercado, essa modalidade de financiamento não é a modalidade correta para o Estado buscar, porque nós temos outros exemplos contratados pelo Governo de Mato Grosso de empréstimos com carência de cinco anos, taxa de juros de 3,6% e 25 anos para pagar. E até porque os recursos que o Governo Federal tem à disposição no Minha Casa Minha Vida são muito mais acessíveis do que esse financiamento. O Estado poderia buscar o diálogo com o Governo Federal para aprovar mais projetos de casas e apartamentos populares, sem onerar o governo estadual”, defendeu Lúdio.



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No Rio, familiares soltam balões em homenagem ao Dia de Finados

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Dezenas de pessoas participaram, no início da tarde desta segunda-feira (2), de uma cerimônia de soltura de balões brancos no Cemitério da Penitência, na zona portuária do Rio de Janeiro. A manifestação, criada há cerca de uma década, homenageia parentes e amigos falecidos, no Dia de Finados.

Além de participar da cerimônia dos balões, quem foi ao complexo de cemitérios do Caju, nesta segunda-feira, teve a oportunidade de participar de missas na igreja local e escrever mensagens para seus entes queridos na instalação artística Janelas da Vida .

Thamyres Jesus transformou a saudade do marido, morto em maio do ano passado, em palavras no mural. “É uma iniciativa interessante nesse dia em que a gente fica tão triste.”

Sua cunhada Aline da Silva, além de perder o irmão, em dezembro do mesmo ano perdeu a mãe. “É o segundo ano que a gente está aqui. A gente sente muita falta deles”, disse.

Helena Bernardino perdeu a mãe oito anos atrás e todo Dia de Finados vai ao cemitério para homenageá-la e tentar aliviar um pouco a dor da perda. “O luto não passa. Ele atravessa a gente, não é a gente que atravessa o luto. A gente leva isso pro resto da vida. A gente precisa aprender um jeito de seguir com a vida, com essa dor. Fazer essas homenagens acaba minimizando um pouco essa dor, que nesses dias acaba aflorando”.

No cemitério vizinho, São Francisco Xavier, os visitantes puderam assistir à apresentação de um coral e ver uma exposição de pinturas produzidas, durante oficinas de arte ao longo do mês de outubro, por pessoas que perderam pessoas queridas e participar de um curso de jardinagem.



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