Mato Grosso
Diego Guimarães destaca previsão de 60 mil moradias no PLDO e defende empréstimo de R$ 1,5 bilhão para Mato Grosso
Mato Grosso
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) destacou, nesta terça-feira (27), a importância da Projeto 692/2026 , que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), de Mato Grosso para a continuidade dos investimentos estaduais, especialmente nas áreas de habitação popular, infraestrutura e educação. Entre as prioridades da LDO está a ampliação do programa Ser Família Habitação, com a meta do governo de alcançar 60 mil moradias nos próximos quatro anos.
Após reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa, Diego Guimarães ressaltou que a LDO é uma das principais peças do planejamento estadual, pois estabelece as prioridades que orientarão a elaboração e a execução do orçamento público em 2027.
A proposta prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões e estabelece ações prioritárias para o próximo ano, contemplando áreas como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Entre os destaques está a continuidade dos programas habitacionais, que integram o planejamento do governo para ampliar o acesso à casa própria em Mato Grosso.
“O governador tem um plano audacioso de ampliar o Ser Família Habitação para chegar a um total de 60 mil residências nos próximos quatro anos. Esse programa está previsto na LDO para que, depois, na LOA, possamos conhecer quanto o Estado vai investir nessa e em outras ações”, explicou Diego Guimarães.
Dentro desse planejamento, a LDO estabelece para 2027 a meta de aprovação de subsídios habitacionais por meio do Ser Família Habitação, criando entrada facilitada, por meio de uma modalidade que oferece apoio financeiro às famílias para a aquisição da casa própria. A iniciativa faz parte da estratégia estadual de expansão da política habitacional.
Infraestrutura e educação –Além da moradia, Diego Guimarães destacou a importância de manter os investimentos em infraestrutura, especialmente na pavimentação asfáltica, e na educação. Segundo o parlamentar, essas áreas estão entre as prioridades do planejamento estadual para garantir a continuidade das obras e dos serviços públicos.
O deputado explicou ainda que a LDO estabelece as diretrizes para os gastos estaduais e serve de base para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalhará os recursos destinados a cada programa. Segundo ele, a análise das peças orçamentárias integra o calendário legislativo que deverá ser concluído até dezembro. “É uma peça importante para Mato Grosso”, ressaltou Diego, ao explicar que o texto ainda precisa cumprir etapas de análise e votação na Assembleia Legislativa antes de se tornar lei.
Empréstimo de R$ 1,5 bilhão –Diego Guimarães também comentou o pedido de financiamento de R$ 1,5 bilhão apresentado pelo Governo de Mato Grosso à Assembleia Legislativa. Favorável à operação, o deputado Diego Guimarães afirmou que os recursos poderão ajudar o Estado a manter os investimentos diante da redução de arrecadação prevista com o encerramento do Fethab 2, em dezembro deste ano.
“O Governo do Estado assumiu um compromisso com o setor produtivo de que não seria renovado o Fethab 2, que encerra no dia 31 de dezembro de 2026. Isso vai trazer um desfalque para o orçamento do Estado de aproximadamente R$ 1,5 bilhão”, afirmou.
Para o parlamentar, o financiamento representa uma alternativa para preservar a capacidade de investimento do governo e garantir a continuidade das obras e dos programas estaduais. “Para manter o ritmo de investimento que o Estado pretende ter, esse empréstimo é importante”, reforçou.
Na avaliação de Diego Guimarães, a situação fiscal de Mato Grosso também oferece condições para a contratação do financiamento. “O Estado está com as contas extremamente saneadas, é um bom pagador e tem condições de assumir um endividamento até maior do que R$ 1,5 bilhão. Acredito que esse financiamento deve ser aprovado na Assembleia Legislativa”, concluiu.
Mato Grosso
Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília
Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho.
Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.
“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou.
A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando.
“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.
Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.
“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou.
Tradição secular
A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos.
Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais.
A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
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