Mato Grosso
Diego Guimarães destaca lançamento do ‘MT Trifásico’ e relembra pioneirismo de projeto apresentado na Assembleia
Mato Grosso
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) participou, nesta quinta-feira (28), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, do lançamento oficial do programa MT Trifásico. A iniciativa do Governo de Mato Grosso, realizada em parceria com a concessionária Energisa, tem como objetivo expandir a rede elétrica trifásica nas áreas rurais do estado, promovendo a modernização do setor produtivo.
Durante o evento, Guimarães celebrou a consolidação da pauta e relembrou seu pioneirismo na discussão. No dia 27 de novembro de 2024, o parlamentar havia apresentado na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 1857/2024 , que propunha exatamente a criação do programa MT Trifásico para modernizar a infraestrutura energética rural. Segundo o deputado, a proposta nasceu de um amplo diálogo com produtores, representantes do setor produtivo e lideranças governamentais.
“Energia hoje é sinônimo de desenvolvimento. O homem do campo precisa de infraestrutura robusta para crescer, investir, gerar empregos e produzir ainda mais. Fico muito feliz em ver que essa pauta, que defendemos na Assembleia, avançou e agora ganha dimensão de política de Estado de Mato Grosso”, afirmou Diego Guimarães.
Investimento –O programa lançado pelo Poder Executivo prevê um investimento de R$ 1,4 bilhão entre os anos de 2026 e 2030. A meta é implantar aproximadamente 5 mil quilômetros de rede elétrica trifásica em Mato Grosso, beneficiando diretamente o agronegócio, a agricultura familiar, os sistemas de irrigação, a capacidade de armazenagem e a agroindustrialização regional.
“É papel do Estado fazer investimentos em todos os setores. Nos últimos sete anos e meio, o Governo investiu em habitação, rodovias, pontes, e também precisamos da energia. O Estado de Mato Grosso faz hoje esse investimento com a certeza de que milhares vão ser beneficiados. Assim, os mato-grossenses terão, além do consumo doméstico, a oportunidade para desenvolver ainda mais suas atividades econômicas”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.
Para o parlamentar, o MT Trifásico coloca a energia no mesmo patamar de prioridade que as grandes obras de logística viária do estado. “Mato Grosso já avançou muito em rodovias e ferrovias; agora, damos um passo crucial na segurança energética para manter o estado na vanguarda da produção”, pontuou.
Turismo –Em seu pronunciamento, Diego Guimarães também apresentou uma demanda estratégica: a extensão do programa para a região da Transpantaneira. O deputado defendeu que a chegada de energia de qualidade é fundamental para estruturar a hotelaria e impulsionar o turismo sustentável no Pantanal mato-grossense.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aprovou a sugestão do deputado para fomentar o turismo na região de Poconé. Por fim, o deputado colocou a Assembleia Legislativa à disposição para atuar ativamente na fiscalização, no mapeamento das demandas regionais e no suporte necessário para garantir que os investimentos cheguem de forma ágil a quem mais precisa nos próximos anos.
“A parceria com o Governo de Mato Grosso vai acelerar a modernização da rede de distribuição, reforçando nosso compromisso de fornecer energia com qualidade, estabilidade e segurança a 1,7 milhão de clientes em todo o estado, com menor impacto tarifário e observando as prioridades regionais”, afirma Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso.
Para gerir os recursos públicos que a Energisa vai empregar, foi também criado um Conselho Gestor com membros da Casa Civil, das Secretarias de Estado de Fazenda, de Agricultura Familiar e de Desenvolvimento Econômico e Assembleia Legislativa.
O ato de lançamento e criação do programa contou com o respaldo do governador Otaviano Pivetta e reuniu lideranças políticas como a suplente de senadora Margareth Buzetti e os deputados estaduais Diego Guimarães e Dr. João, além dos secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Fábio Pimenta (Fazenda), Flávia Emanoelle (Educação), Andreia Fujioka (Agricultura Familiar) e Mayran Beckman (Desenvolvimento Econômico). A força do setor produtivo e de energia foi representada pelos presidentes Silvio Rangel (Fiemt), Wenscelau Júnior (Fecomércio) e Vilmondes Sebastião (Famato), junto ao diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, Marcelo Vinhaes, e demais representantes do setor elétrico.
Mato Grosso
Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília
Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho.
Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.
“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou.
A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando.
“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.
Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.
“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou.
Tradição secular
A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos.
Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais.
A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
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