Mato Grosso
Botelho destaca investimentos em creches e defende educação inclusiva
Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), representada pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), participou da abertura do Seminário Nacional Educação Especial Inclusiva, realizada nesta quarta-feira (17), no Centro de Eventos do UniSenai, em Cuiabá. O evento é promovido pelo Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação (GAEPE-Brasil) e pelo GAEPE-MT, com participação ativa do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), por meio da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa e Instituto Articule.
Coordenado pelo conselheiro Antônio Joaquim, presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o seminário segue até esta quinta-feira (18) e reúne especialistas, gestores públicos, representantes de órgãos de controle e da sociedade civil para debater políticas transformadoras, práticas pedagógicas e articulações institucionais voltadas à construção de uma educação verdadeiramente inclusiva.
Durante sua participação, o deputado Eduardo Botelho destacou a atuação da Assembleia Legislativa na ampliação do acesso à educação infantil e relembrou sua contribuição para a inclusão de recursos no orçamento estadual destinados à construção de creches nos municípios mato-grossenses. À época em que presidia a Assembleia Legislativa, o deputado liderou a articulação para inclusão de investimentos no orçamento estadual, superando entraves institucionais e assegurando a destinação de recursos para a educação infantil.
“Fui o idealizador da emenda que colocou recursos no orçamento para o Estado construir creches. Essa foi uma demanda apresentada pelo conselheiro Antônio Joaquim, que nos mostrou a necessidade urgente de ampliar a oferta de vagas. Não foi um processo fácil, mas conseguimos aprovar e hoje já vemos os resultados acontecendo, com unidades inauguradas e outras em fase de implantação”, afirmou.
Botelho ressaltou ainda a importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento cognitivo das crianças e demonstrou preocupação com os índices de estudantes que chegam aos oito, nove ou dez anos sem dominar a leitura e a escrita.
“Não podemos aceitar que crianças cheguem a essa idade sem aprender o básico. Esse é um período decisivo para o desenvolvimento da cognição, da memória e da capacidade de raciocínio. Quando essa fase é perdida, as dificuldades acompanham a pessoa por toda a vida. Por isso, investir na educação infantil e na inclusão é garantir oportunidades reais para que nossas crianças tenham um futuro melhor”, defendeu.
O governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, destacou que a educação inclusiva só se concretiza quando os direitos chegam à realidade das crianças e das famílias.
“A inclusão exige instituições trabalhando juntas. Exige diálogo entre educação, saúde e assistência social, além de apoio concreto nas escolas. Nenhuma criança pode ficar invisível para o Estado”, afirmou.
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso e presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), Antônio Joaquim, apresentou os resultados do levantamento realizado pelo TCE sobre a educação especial inclusiva na rede estadual de ensino. O estudo identificou mais de 8,6 mil estudantes público-alvo da educação especial matriculados nas escolas estaduais, mas também revelou desafios significativos, como a insuficiência de profissionais de apoio escolar, a ausência de atendimento educacional especializado em diversas unidades de ensino e a alta rotatividade de profissionais especializados.
Diante desse cenário, a Comissão submeteu ao Plenário do Tribunal de Contas uma nota recomendatória ao Governo do Estado, aprovada pelos conselheiros, com diretrizes voltadas ao fortalecimento da política estadual de educação especial inclusiva.
“As recomendações apresentadas constituem uma agenda concreta para o fortalecimento da política estadual de educação especial inclusiva. Uma agenda que contempla a ampliação da oferta de profissionais de apoio escolar, o fortalecimento do atendimento educacional especializado, a promoção da acessibilidade arquitetônica, pedagógica, comunicacional e atitudinal, o aperfeiçoamento da articulação intersetorial entre educação, saúde e assistência social, a redução da rotatividade dos profissionais especializados e a implementação de estratégias voltadas à permanência dos estudantes na escola”, destacou.
Segundo Antônio Joaquim, os dados levantados vão além dos indicadores estatísticos e representam vidas, histórias e famílias que depositam na escola a esperança de um futuro melhor. “Trata-se de uma agenda construída sobre evidências, mas, sobretudo, construída sobre direitos. Inclusão não é concessão, não é favor e nem política acessória. Inclusão é dever do Estado e direito do cidadão”, afirmou.
O conselheiro ressaltou ainda que o seminário foi concebido para fortalecer esse compromisso coletivo, promovendo a troca de experiências, a construção de consensos e a aproximação entre instituições na busca por soluções efetivas para garantir uma educação cada vez mais inclusiva.
Também presente no evento, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, William de Almeida Brito Júnior, destacou o trabalho conjunto desenvolvido pelo GAEPE para ampliar o acesso às creches e fortalecer a educação inclusiva em Mato Grosso. “Agradecemos ao deputado Botelho, que abraçou a causa das creches. Hoje temos recursos garantidos no orçamento estadual para a construção dessas unidades nos municípios. E não vamos descansar enquanto houver uma criança fora da creche em Mato Grosso”, declarou.
Ao longo dos dois dias de programação, o seminário promoverá debates e troca de experiências sobre políticas públicas, acessibilidade, formação de profissionais, atendimento educacional especializado e articulação entre diferentes áreas governamentais. O encontro também servirá de base para a construção da Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva, documento que reunirá propostas e compromissos para o fortalecimento da inclusão educacional no estado e no país.
Mato Grosso
Novas regras de atendimento ao consumidor começam a valer hoje
A partir desta segunda-feira (2), os canais de atendimento telefônicos e eletrônicos – Serviço de Antendimento ao Consumidor (SAC) – das empresas estão obrigados a funcionar em contato direto com os consumidores.
O decreto do governo federal com as mudanças foi publicado em 13 de outubro e exige a garantia de atendimento humano tanto por telefone quanto nos canais eletrônicos , das 8h às 20h, todos os dias da semana, inclusive nos finais de semana e feriados.
A norma define ainda que os fornecedores deverão manter pelo menos um canal eletrônico em funcionamento 24 horas por dia, sete dias, além de prazos para resposta e cancelamento. Entre os canais eletrônicos estão os chats oferecidos em sites ou aplicativos e os serviços de mensagens instantâneas.
Os novos parâmetros de atendimento valem para aos fornecedores de produtos e serviços regulados governo federal. Entram nessa categoria operadoras de telefonia e de planos de saúde, empresas aéreas, concessionárias de energia e empresas do setor financeiro, como bancos e fintechs.
As normas incluem as plataformas digitais de intermediação de produtos e serviços, serviços de transporte remunerado privado individual de passageiros e serviços de entrega de produtos ou mercadorias. As empresas terão que apresentar dados à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
“Sistemas automatizados e ferramentas de inteligência artificial poderão ser utilizados na triagem, na distribuição interna e na resolução das demandas, mas não poderão impedir ou afastar a opção de atendimento em tempo real por uma pessoa durante esse período”, diz a Senacom.
O decreto determina atendimento prioritário e adequado às necessidades das pessoas idosas. Os canais de SAC (Sistema de Atendimento ao Consumidor) deverão ainda observar requisitos de acessibilidade para pessoas com deficiência, conforme regras a serem estabelecidas pelos órgãos e entidades reguladores competentes.
Tempo de espera e prazos de resolução
Segundo o decreto, o contato com uma pessoa nos atendimentos telefônicos deve ocorrer em até 20 segundos em pelo menos 80% das demandas atendidas. Nas outras o tempo máximo de espera será de cinco minutos.
Se a ligação for interrompida acidentalmente antes da conclusão do atendimento, o fornecedor deverá retornar a chamada em até cinco minutos, aproveitar as informações já fornecidas pelo consumidor e informar o número de protocolo anteriormente atribuído, quando houver.
O consumidor também não poderá ser obrigado a reiniciar o atendimento ou realizar novos contatos para tratar da mesma solicitação e não poderá ser encaminhado para outro canal, exceto quando o atendimento presencial for indispensável à resolução do problema.
Com atendimento obrigatoriamente gratuito, o encaminhamento para uma pessoa não poderá ser condicionado ao fornecimento prévio de número de contrato, CPF ou outros dados do consumidor. Também está proibida a veiculação de publicidade durante o atendimento e no período de espera.
“As demandas não urgentes deverão ser respondidas em até sete dias corridos. A resposta deverá ser clara, objetiva, conclusiva e abordar todos os pontos apresentados pelo consumidor. As demandas que envolvam risco relevante ao consumidor terão tratamento prioritário e atendimento imediato, a qualquer tempo. Caberá às agências ou aos órgãos reguladores competentes definir as situações consideradas urgentes”, explica o Senacom.
Cancelamento no SAC e nos canais de contratação
Segundo a nova norma, a opção de cancelamento do produto ou do serviço deverá estar disponível em todos os níveis de atendimento do SAC, inclusive no primeiro, tanto nos canais telefônicos quanto nos canais eletrônicos. Todos os meios e canais disponibilizados para a contratação também deverão permitir o cancelamento.
“Nesses canais, a opção deverá ser oferecida no mesmo menu eletrônico utilizado para contratar ou, quando houver atendimento humano, pela mesma equipe de atendentes responsável pela contratação. O consumidor não poderá ser direcionado a outro menu, atendente ou canal para realizar o cancelamento”, afirma o Senacom.
O decreto garante ainda ao consumidor acesso gratuito ao histórico de suas demandas. O histórico deverá ser fornecido mediante solicitação em até cinco dias úteis. As gravações das chamadas telefônicas e as mensagens trocadas nos canais de SAC deverão ser mantidas por, no mínimo, 90 dias.
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