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Economia

Grupo Stark ultrapassa R$ 1 trilhão em volume transacionado

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Economia

A Fitch Ratings atribuiu rating A(bra), com perspectiva estável, ao grupo Stark, composto pelo Stark Bank, empresa de tecnologia financeira voltada ao mercado corporativo, e pela Stark Infra, fornecedora de infraestrutura financeira para bancos e fintechs. A avaliação considera fatores como capitalização, liquidez, governança, escala operacional e diversificação da base de clientes.

Nos últimos 12 meses, o grupo registrou volume total de pagamentos (TPV) superior a R$ 1 trilhão. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram movimentados R$ 649,8 bilhões, ante R$ 220,8 bilhões no mesmo período de 2025, um volume aproximadamente 2,9 vezes maior. A base ativa de clientes também apresentou crescimento de cerca de 90% desde o encerramento de 2024.

O rating de crédito representa uma avaliação independente sobre a capacidade de uma instituição de cumprir seus compromissos financeiros. A análise considera indicadores financeiros, estrutura de capital, liquidez, governança e exposição a riscos, entre outros fatores. A classificação constitui uma referência para a avaliação do perfil de risco de instituições financeiras.

Capitalização e liquidez na avaliação da Fitch

Entre os fatores considerados pela Fitch na avaliação do grupo Stark estão a forte capitalização, a elevada liquidez, a evolução da governança e a redução da concentração de clientes. Em abril de 2026, o índice de capital do grupo era de 20,5%, frente ao mínimo regulatório de 10,5%. A estrutura financeira também apresentava ausência de endividamento, conforme os indicadores divulgados.

O crescimento do volume transacionado acompanha a expansão das operações. Em 2025, o TPV do grupo alcançou aproximadamente R$ 600 bilhões. No primeiro semestre de 2026, o volume de R$ 649,8 bilhões já havia superado o total registrado em todo o ano anterior.

Segundo a avaliação da Fitch, a diversificação da base de clientes e a ampliação da oferta de produtos são fatores que podem contribuir gradualmente para os resultados financeiros do grupo. “Desde o início, encaramos o rating como uma avaliação externa e independente sobre aspectos de capital, liquidez, governança e risco operacional. Não é uma fotografia da empresa, mas um filme construído ao longo do tempo. A agência acompanha nossa evolução e consistência. O rating A(bra) reflete o amadurecimento dessa trajetória”, afirma Rafael Stark, fundador e CEO do Stark Bank.

Expansão da base de clientes e diversificação das operações

A base ativa de clientes do grupo Stark cresceu cerca de 90% desde o final de 2024. Esse movimento acompanha a ampliação da escala operacional e contribui para a redução da concentração de clientes, aspecto considerado na análise de risco da Fitch.

Nos últimos anos, o Stark Bank também ampliou seu portfólio de produtos financeiros. Inicialmente concentrada em soluções de gestão de caixa, a operação passou a incluir cartões corporativos, adquirência, antecipação de recebíveis, domicílio bancário e serviços relacionados a criptoativos.

A diversificação de produtos e clientes integra a estratégia de expansão do grupo, que prevê o aprofundamento do relacionamento com a base corporativa e o avanço gradual em operações de crédito. Além dos indicadores financeiros, o Stark Bank mantém certificações e relatórios de conformidade relacionados à segurança da informação e aos controles operacionais, incluindo ISO 27001, PCI DSS e SOC 2 Type II.

Histórico de avaliações de risco

A Fitch foi a primeira entre as três principais agências globais de classificação de risco a avaliar o Stark Bank, em 2023. Posteriormente, a instituição também passou a contar com avaliações da Moody’s e da S&P National Ratings.

As classificações de risco integram os instrumentos utilizados pelo mercado para acompanhar a situação financeira e a capacidade de cumprimento de obrigações das instituições avaliadas. Seus resultados consideram metodologias específicas de cada agência e podem ser revisados conforme a evolução das condições financeiras, operacionais e de mercado.

No caso do grupo Stark, a atribuição do rating A(bra), com perspectiva estável, ocorre em um período de expansão do volume transacionado, crescimento da base de clientes e diversificação das atividades financeiras.



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Economia

Mercado eleva projeção para inflação, juros e dólar em 2026

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O mercado financeiro elevou as projeções para a taxa básica de juros (Selic), a inflação e o dólar neste ano e reduziu, pela terceira semana consecutiva, a estimativa de crescimento da economia.

Os dados constam do Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo Banco Central com projeções do mercado financeiro para inflação, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores.

Neste primeiro boletim após o resultado das eleições presidenciais, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026 passou de 13,25% na semana passada para 13,5% – mesmo patamar estimado há quatro semanas.

Atualmente, a Selic está em 13,75%, o que indica que o mercado ainda espera por um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.

Para 2027 e 2028, as projeções para a Selic estão em 12,5% e 11%, respectivamente.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e ajudam a reduzir a demanda e os preços, mas podem frear a atividade econômica.

Juros menores estimulam o consumo e os investimentos, favorecendo o crescimento, mas podem pressionar a inflação.

Inflação

Utilizado para medir a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também está entre as projeções do Boletim Focus.

As estimativas do mercado financeiro para 2026 subiram de 5,19% há uma semana, para 5,22%. Há quatro semanas, a projeção para o IPCA era de 5,01%.

Para 2027, o mercado projeta inflação de 4,76%. Para 2028, a expectativa é de 4%.

A prévia da inflação oficial ficou em 0,32% em outubro , segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação.

A desaceleração em relação a setembro (0,70%) foi influenciada principalmente pela queda da energia elétrica residencial, após a adoção da bandeira tarifária verde no mês de outubro.

A maior pressão de alta veio dos alimentos, com destaque para tomate (24,54%), cebola (13,63%), batata-inglesa (10,96%) e arroz (5,80%).

Economia

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país, o mercado financeiro reduziu, pela terceira semana consecutiva, as projeções para 2026.

Há uma semana, o mercado projetava crescimento de 1,8% para o PIB em 2026. Na atual edição do Boletim Focus, essa estimativa recuou para 1,76%. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 1,2% e para 2028, 1,8%.

Câmbio

As projeções para a cotação do dólar ao final do ano subiram de R$ 5,05, há uma semana, para R$ 5,34.

O mercado estima que, em 2027, a moeda norte-americana encerrará o ano cotada a R$ 5,40. Para 2028, a projeção se mantém em R$ 5,40.



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