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Golpes na internet ampliam debate sobre privacidade digital

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Golpes que utilizam dados pessoais já impactou milhões de vítimas no Brasil. O número corresponde a 20% dos usuários de internet com 16 anos ou mais no país, segundo uma pesquisa divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) em agosto de 2026.

O levantamento também revelou que 32% dos internautas, o equivalente a cerca de 45 milhões de pessoas, enfrentaram pelo menos uma tentativa de golpe envolvendo suas informações pessoais. Os dados fazem parte da terceira edição da pesquisa “Privacidade e proteção de dados pessoais: perspectivas de indivíduos, empresas e organizações públicas no Brasil”, realizada pelo Cetic.br, departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com apoio da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A dimensão dos resultados aponta para uma mudança no cenário das fraudes digitais. Informações como nome, número de telefone, endereço, histórico de compras e dados relacionados a serviços contratados podem tornar uma abordagem fraudulenta mais convincente. Segundo o estudo, o problema, portanto, não se limita à invasão de dispositivos. Ele também envolve informações obtidas por meio de vazamentos, bases de dados expostas e interações digitais cotidianas.

Os aplicativos de mensagens foram citados por 84% das pessoas que relataram tentativas de fraude com dados pessoais. As ligações telefônicas aparecem em seguida, mencionadas por 79% dos entrevistados. Sites ou aplicativos falsos e mensagens SMS foram indicados por 71%, enquanto e-mails e redes sociais também figuraram entre os canais recorrentes.

A diversidade de meios mostra que as fraudes atuais combinam recursos digitais com técnicas tradicionais de engenharia social. Em vez de depender exclusivamente de falhas técnicas, os criminosos procuram convencer as vítimas a fornecer códigos de verificação, acessar páginas falsas, instalar programas ou realizar transferências.

O acesso a algumas informações verdadeiras pode dar credibilidade à abordagem. Uma mensagem pode apresentar o nome correto do destinatário, mencionar uma compra recente ou imitar a comunicação de uma empresa conhecida. Esses elementos não comprovam que o contato seja legítimo, mas podem reduzir a percepção inicial de risco.

Inteligência artificial acrescenta uma nova preocupação

A expansão das ferramentas de inteligência artificial generativa trouxe outra dimensão ao debate sobre privacidade. Entre os usuários dessas plataformas, 66% afirmaram estar preocupados ou muito preocupados com a forma como as empresas responsáveis pelos serviços utilizam os dados pessoais.

As interações com sistemas de inteligência artificial podem envolver informações profissionais, documentos, imagens, preferências pessoais e outros conteúdos que normalmente não seriam compartilhados de maneira pública. A inserção de informações confidenciais em uma plataforma digital pode aumentar a quantidade de dados armazenados fora do controle direto do indivíduo.

A questão também alcança as organizações responsáveis pela coleta e pelo tratamento dessas informações. Segundo o Cetic.br, 69% das empresas brasileiras declararam armazenar dados pessoais de clientes ou usuários. Entretanto, apenas 16% das empresas que mantêm esse tipo de informação haviam nomeado formalmente um encarregado pelo tratamento de dados pessoais.

Os resultados reforçam que a responsabilidade pela proteção da privacidade não pode recair exclusivamente sobre o indivíduo. Empresas e órgãos públicos também precisam estabelecer medidas adequadas de governança, transparência, controle de acesso e resposta a incidentes, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Proteção exige diferentes camadas de segurança

As orientações publicadas pelo CERT.br recomendam o uso de senhas longas e exclusivas para cada serviço, a ativação da verificação em duas etapas e a manutenção de sistemas operacionais e aplicativos atualizados. A instituição também orienta que os endereços de páginas sensíveis sejam digitados diretamente no navegador, em vez de acessados por links recebidos em mensagens.

A confirmação de solicitações incomuns por meio de um segundo canal de comunicação também pode reduzir a exposição a golpes de engenharia social. Uma mensagem que solicite pagamento, código de autenticação ou atualização cadastral pode ser verificada no aplicativo oficial da instituição ou em canais de contato confirmados de forma independente.

Quando redes compartilhadas estão envolvidas, outra medida possível é o uso de uma rede privada virtual, ou VPN. Um provedor de VPN como a PureVPN encaminha o tráfego entre o dispositivo e seu servidor por meio de um túnel criptografado, reduzindo a visibilidade dessas informações para outros participantes e para o operador da rede local.

Uma VPN não identifica automaticamente páginas fraudulentas, não impede que códigos de autenticação sejam fornecidos voluntariamente e não substitui programas antivírus, atualizações de segurança ou a verificação em duas etapas. Sua principal função é proteger a conexão, além de reduzir a exposição do tráfego de internet e do endereço IP público do dispositivo.

O mesmo princípio de proteção em camadas se aplica aos ambientes corporativos. As permissões de acesso devem refletir as responsabilidades de cada funcionário, enquanto contas inativas precisam ser removidas quando deixam de ser necessárias. Procedimentos de resposta a incidentes também são essenciais para que credenciais expostas, acessos não autorizados ou vazamentos de dados sejam tratados sem atrasos evitáveis.

Privacidade passa a fazer parte da rotina digital

A proteção também precisa considerar a variedade de dispositivos usados no cotidiano digital. Smartphones, notebooks e tablets podem se conectar a diferentes redes domésticas, corporativas e públicas ao longo do mesmo dia.

Serviços como a PureVPN oferecem aplicativos de VPN para diferentes sistemas operacionais, embora a compatibilidade com dispositivos seja apenas um dos critérios a serem considerados na avaliação de um provedor. A política de privacidade, as práticas de coleta de dados, os protocolos disponíveis e o nível de transparência também devem ser analisados.



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Global Citizenship Conference Comemora 20 anos

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ZURIQUE, Nov. 02, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — Governos competem para atrair capital internacional, empreendedores e talentos, enquanto famílias buscam, cada vez mais, diversificar suas opções de residência e cidadania. Nesse cenário, formuladores de políticas, acadêmicos, investidores e especialistas do setor irão se reunir em Zurique, este mês, para a histórica 20th Global Citizenship Conference.

A edição de aniversário será organizada pela Henley & Partners de 23 a 25 de novembro de 2026, no The Dolder Grand. O evento contará com a presença de mais de 400 representantes de governos, economistas, investidores internacionais e especialistas para analisar as forças que estão remodelando o futuro da cidadania global.

Nas últimas duas décadas, a conferência evoluiu juntamente com a imigração por investimento, que deixou de ser um nicho e passou a ser um componente cada vez mais importante do planejamento patrimonial internacional. Esse setor também se consolidou como parte integrante das estratégias nacionais de desenvolvimento econômico.

Duas décadas de transformação da cidadania global

Esse marco ocorre em um momento em que o aumento da incerteza geopolítica, as pressões demográficas e as mudanças nas políticas migratórias estão redefinindo a relação entre indivíduos e Estados.

O Dr. Christian H. Kälin, Presidente da Henley & Partners, afirma: “Há vinte anos, criamos esta conferência com base em uma convicção simples: o local de nascimento não deve limitar o futuro de ninguém. Para as famílias, cidadanias adicionais e direitos de residência abrem oportunidades para gerações. Para as nações, programas bem planejados atraem talentos e investimentos que sustentam a prosperidade a longo prazo.”

Desde o início da conferência, os governos têm integrado cada vez mais as estruturas de residência e cidadania a estratégias globais mais amplas. O objetivo é atrair investimentos, incentivar o empreendedorismo e fortalecer a competitividade econômica.

O Dr. Kälin acrescenta: “Duas forças poderosas estão convergindo: as famílias buscam mais liberdade para escolher onde morar, trabalhar e investir, enquanto os governos competem pelos talentos e pelo capital que irão impulsionar seu futuro. A cidadania é mais do que uma identidade. É um conjunto de direitos legais e oportunidades que moldam vidas por gerações, criando laços duradouros entre indivíduos e nações.”

Crescente demanda das democracias estabelecidas

O aniversário coincide com o aumento da demanda global por opções de residência e cidadania internacionais, incluindo o crescente interesse de cidadãos de algumas das democracias mais ricas e consolidadas do mundo.

Nos últimos 10 meses, a Henley & Partners tem trabalhado com clientes de mais de 100 nacionalidades em mais de 50 programas de residência e cidadania. Desse total, 36% dos participantes já residem fora de seu país de origem. Os cidadãos dos EUA representam a maior nacionalidade de origem dos clientes da empresa, enquanto o Reino Unido ocupa o 6º lugar e a Alemanha o 10º. Já a França apresentou um crescimento expressivo, subindo do 36º para o 14º lugar em termos de solicitações. A Austrália e o Canadá também estão entre as 15 principais nacionalidades de clientes, enquanto a Índia lidera as consultas.

O Dr. Juerg Steffen, CEO da Henley & Partners, afirma que essa mudança reflete uma abordagem mais estratégica para gerenciar a incerteza de longo prazo. Segundo ele, o movimento não representa uma intenção explícita de emigrar ou uma perda de confiança nos países de origem. “O que é particularmente marcante é que muitas dessas famílias já contam com uma mobilidade global considerável. No entanto, a intensificação da incerteza geopolítica, fiscal e regulatória as incentiva a construir portfólios soberanos — direitos complementares de residência e cidadania, investimentos e vínculos pessoais em diferentes jurisdições.”

A próxima era da mobilidade global e da competitividade soberana

Nesse contexto, a programação da conferência irá abordar um dos dilemas políticos mais prementes enfrentados pela Europa e por outras economias desenvolvidas. O foco será em como os governos podem responder às crescentes preocupações da população com a imigração e, ao mesmo tempo, continuar atraindo os investidores, empreendedores e profissionais qualificados necessários para sustentar o crescimento econômico.

A programação também irá explorar a geografia em transformação da riqueza e da mobilidade globais, além do sucesso de pequenas nações na competição por capital e talentos internacionais. Adicionalmente, o evento irá debater o surgimento de novos centros de investimento, empreendedorismo e residência internacional. Outros temas importantes incluem a posição dos Estados Unidos como um dos principais destinos para investidores internacionais e uma fonte crescente de demanda externa. O cenário tributário global em evolução e a integração da mobilidade nas estratégias de patrimônio familiar, investimento e sucessão também estarão em pauta.

Além da imigração por investimento, a conferência irá analisar temas cruciais como o deslocamento forçado, a apatridia e a crescente importância da identidade digital e da tecnologia de fronteira. O evento também irá debater como as mudanças demográficas, os avanços tecnológicos e a fragmentação geopolítica estão redefinindo o movimento global.

Celebrando a cidadania global em ação

Um dos destaques da conferência anual é o Jantar de Gala do Global Citizen Award, no dia 24 de novembro. O evento homenageia uma pessoa excepcional cuja coragem e compromisso ajudaram a enfrentar alguns dos problemas mais urgentes da nossa época — desafios que transcendem as fronteiras nacionais e exigem uma resposta global.

O prêmio é concedido em parceria com a Andan Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Suíça. A fundação apoia refugiados e populações deslocadas por meio de iniciativas que promovem a autossuficiência, a inclusão e as oportunidades econômicas.

Para credenciamento de mídia, contate:

Sarah Nicklin
Dirigente de Relações Públicas do Grupo
sarah.nicklin@henleyglobal.com
Celular +27 72 464 8965

GLOBENEWSWIRE (Distribution ID 1001301096)



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