Economia
Expansão do consórcio exige mais educação no setor
Economia
O crescimento do mercado de consórcios aumentou a exposição da modalidade no Brasil. Mais consumidores, empresas, vendedores e produtores de conteúdo passaram a falar sobre o produto e suas possibilidades de utilização.
Em fevereiro de 2026, o Sistema de Consórcios alcançou 12,85 milhões de participantes ativos, recorde histórico e avanço de 12,6% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. A expansão amplia o acesso à informação, mas também favorece a circulação de explicações simplificadas, promessas de contemplação e afirmações que desconsideram as regras de cada grupo.
Para Dan Silva, especialista no mercado de consórcios e fundador da Prefiro Consórcio, a educação precisa crescer na mesma velocidade das vendas. “Quanto mais pessoas conhecem o consórcio, maior é a responsabilidade de explicar como ele realmente funciona. O crescimento não pode ser acompanhado por promessas que criem expectativas incompatíveis com o contrato”, afirma.
Promessas aumentam risco de frustração
Entre os principais problemas estão ofertas que apresentam uma data de contemplação como certa ou sugerem que uma estratégia de lance produz o mesmo resultado em qualquer grupo. De acordo com o Banco Central, a contemplação ocorre por sorteio ou lance durante as assembleias e depende da existência de recursos no grupo. O pagamento antecipado de parcelas também não garante a liberação do crédito.
“É possível trabalhar com planejamento e probabilidades, mas não transformar uma expectativa em promessa. O consumidor precisa conhecer o cenário favorável e também entender o que acontece se o crédito não for liberado no prazo imaginado”, explica Silva.
A simplificação excessiva também aparece quando o consórcio é apresentado como adequado para qualquer pessoa. A modalidade pode fazer sentido para objetivos programados, mas tende a ser incompatível com situações que exigem acesso imediato ao crédito.
Informação começa pelo contrato
A educação sobre consórcios envolve compreender as regras do grupo antes da adesão. Taxa de administração, fundo de reserva, prazo, índice de reajuste, valor da carta e condições de lance podem variar. O consumidor também deve verificar quais possibilidades de utilização do crédito estão previstas no contrato.
Outro ponto é a identificação da administradora responsável. A empresa deve possuir autorização do Banco Central, que disponibiliza uma base de dados sobre administradoras de consórcios. A marca que comercializa o produto nem sempre é a mesma que administra o grupo. Por isso, o participante precisa saber quem será responsável pela operação durante todo o contrato.
“Não basta conhecer o vendedor ou confiar na marca presente no anúncio. O cliente precisa identificar a administradora, ler as condições e compreender quais responsabilidades cabem a cada empresa”, pontua Dan Silva.
A análise também deve considerar a capacidade de pagamento. As regras atuais determinam que a administradora avalie essa capacidade no ingresso e novamente na contemplação, conforme orientações divulgadas pelo Banco Central.
Crescimento exige profissionais qualificados
O aumento da demanda atrai novos vendedores e empresas para o setor. A ampliação da oferta pode beneficiar o consumidor, mas aumenta a necessidade de capacitação. O profissional precisa conhecer o funcionamento das assembleias, as diferenças entre sorteio e lance, os critérios de reajuste, as condições de utilização do crédito e os riscos de cada estratégia. Também deve ser capaz de analisar o perfil do cliente. Renda, prazo, objetivo e necessidade de liquidez influenciam a adequação da modalidade.
Para Silva, atendimento consultivo significa apresentar cenários, inclusive quando o consórcio não é a escolha mais apropriada. “Qualificação não é apenas aprender a explicar o produto. É saber ouvir o cliente, identificar a necessidade e reconhecer quando o consórcio não combina com a urgência ou com a capacidade financeira apresentada”, afirma.
Esse cuidado reduz vendas baseadas apenas no valor da parcela. Uma prestação inicialmente acessível pode sofrer reajustes e se tornar inadequada quando a contratação não considera a evolução do orçamento.
Conteúdo digital forma o consumidor
Vídeos, redes sociais e ferramentas de inteligência artificial passaram a fazer parte da pesquisa realizada antes da contratação. O conteúdo digital democratizou o acesso a informações antes concentradas em administradoras e representantes comerciais. Ao mesmo tempo, aumentou a quantidade de opiniões produzidas por pessoas sem conhecimento aprofundado sobre o setor.
Dan Silva atua há mais de dez anos no segmento e criou o Compra Planejada, canal voltado à educação sobre consórcios. Segundo ele, conteúdos educativos podem ajudar o consumidor a formular perguntas melhores, mas não substituem a verificação das fontes. “O conteúdo deve preparar o cliente para decidir, e não conduzi-lo a uma conclusão pronta. Ele precisa sair de um vídeo sabendo quais perguntas fazer, quais documentos consultar e quais promessas devem gerar desconfiança”, diz.
Ao pesquisar, o consumidor deve priorizar informações do Banco Central, da administradora responsável, do contrato e de entidades que apresentem dados verificáveis. Depoimentos, simulações e estratégias divulgadas na internet podem auxiliar na compreensão, mas não representam garantia de que o mesmo resultado ocorrerá em outro grupo.
Transparência sustenta o avanço
A expansão do Sistema de Consórcios mostra que a modalidade ocupa um espaço crescente nas decisões de compra e planejamento patrimonial. Esse avanço aumenta a responsabilidade das empresas, dos profissionais e dos criadores de conteúdo. Quanto maior o alcance do produto, maior deve ser o cuidado na apresentação de custos, riscos e limitações.
“O crescimento sustentável depende de uma relação de confiança. O consumidor informado entende que existem possibilidades, mas também regras e riscos. Essa clareza melhora a decisão e reduz frustrações ao longo do contrato”, conclui Dan Silva.
Economia
Global Citizenship Conference Comemora 20 anos
ZURIQUE, Nov. 02, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — Governos competem para atrair capital internacional, empreendedores e talentos, enquanto famílias buscam, cada vez mais, diversificar suas opções de residência e cidadania. Nesse cenário, formuladores de políticas, acadêmicos, investidores e especialistas do setor irão se reunir em Zurique, este mês, para a histórica 20th Global Citizenship Conference.
A edição de aniversário será organizada pela Henley & Partners de 23 a 25 de novembro de 2026, no The Dolder Grand. O evento contará com a presença de mais de 400 representantes de governos, economistas, investidores internacionais e especialistas para analisar as forças que estão remodelando o futuro da cidadania global.
Nas últimas duas décadas, a conferência evoluiu juntamente com a imigração por investimento, que deixou de ser um nicho e passou a ser um componente cada vez mais importante do planejamento patrimonial internacional. Esse setor também se consolidou como parte integrante das estratégias nacionais de desenvolvimento econômico.
Duas décadas de transformação da cidadania global
Esse marco ocorre em um momento em que o aumento da incerteza geopolítica, as pressões demográficas e as mudanças nas políticas migratórias estão redefinindo a relação entre indivíduos e Estados.
O Dr. Christian H. Kälin, Presidente da Henley & Partners, afirma: “Há vinte anos, criamos esta conferência com base em uma convicção simples: o local de nascimento não deve limitar o futuro de ninguém. Para as famílias, cidadanias adicionais e direitos de residência abrem oportunidades para gerações. Para as nações, programas bem planejados atraem talentos e investimentos que sustentam a prosperidade a longo prazo.”
Desde o início da conferência, os governos têm integrado cada vez mais as estruturas de residência e cidadania a estratégias globais mais amplas. O objetivo é atrair investimentos, incentivar o empreendedorismo e fortalecer a competitividade econômica.
O Dr. Kälin acrescenta: “Duas forças poderosas estão convergindo: as famílias buscam mais liberdade para escolher onde morar, trabalhar e investir, enquanto os governos competem pelos talentos e pelo capital que irão impulsionar seu futuro. A cidadania é mais do que uma identidade. É um conjunto de direitos legais e oportunidades que moldam vidas por gerações, criando laços duradouros entre indivíduos e nações.”
Crescente demanda das democracias estabelecidas
O aniversário coincide com o aumento da demanda global por opções de residência e cidadania internacionais, incluindo o crescente interesse de cidadãos de algumas das democracias mais ricas e consolidadas do mundo.
Nos últimos 10 meses, a Henley & Partners tem trabalhado com clientes de mais de 100 nacionalidades em mais de 50 programas de residência e cidadania. Desse total, 36% dos participantes já residem fora de seu país de origem. Os cidadãos dos EUA representam a maior nacionalidade de origem dos clientes da empresa, enquanto o Reino Unido ocupa o 6º lugar e a Alemanha o 10º. Já a França apresentou um crescimento expressivo, subindo do 36º para o 14º lugar em termos de solicitações. A Austrália e o Canadá também estão entre as 15 principais nacionalidades de clientes, enquanto a Índia lidera as consultas.
O Dr. Juerg Steffen, CEO da Henley & Partners, afirma que essa mudança reflete uma abordagem mais estratégica para gerenciar a incerteza de longo prazo. Segundo ele, o movimento não representa uma intenção explícita de emigrar ou uma perda de confiança nos países de origem. “O que é particularmente marcante é que muitas dessas famílias já contam com uma mobilidade global considerável. No entanto, a intensificação da incerteza geopolítica, fiscal e regulatória as incentiva a construir portfólios soberanos — direitos complementares de residência e cidadania, investimentos e vínculos pessoais em diferentes jurisdições.”
A próxima era da mobilidade global e da competitividade soberana
Nesse contexto, a programação da conferência irá abordar um dos dilemas políticos mais prementes enfrentados pela Europa e por outras economias desenvolvidas. O foco será em como os governos podem responder às crescentes preocupações da população com a imigração e, ao mesmo tempo, continuar atraindo os investidores, empreendedores e profissionais qualificados necessários para sustentar o crescimento econômico.
A programação também irá explorar a geografia em transformação da riqueza e da mobilidade globais, além do sucesso de pequenas nações na competição por capital e talentos internacionais. Adicionalmente, o evento irá debater o surgimento de novos centros de investimento, empreendedorismo e residência internacional. Outros temas importantes incluem a posição dos Estados Unidos como um dos principais destinos para investidores internacionais e uma fonte crescente de demanda externa. O cenário tributário global em evolução e a integração da mobilidade nas estratégias de patrimônio familiar, investimento e sucessão também estarão em pauta.
Além da imigração por investimento, a conferência irá analisar temas cruciais como o deslocamento forçado, a apatridia e a crescente importância da identidade digital e da tecnologia de fronteira. O evento também irá debater como as mudanças demográficas, os avanços tecnológicos e a fragmentação geopolítica estão redefinindo o movimento global.
Celebrando a cidadania global em ação
Um dos destaques da conferência anual é o Jantar de Gala do Global Citizen Award, no dia 24 de novembro. O evento homenageia uma pessoa excepcional cuja coragem e compromisso ajudaram a enfrentar alguns dos problemas mais urgentes da nossa época — desafios que transcendem as fronteiras nacionais e exigem uma resposta global.
O prêmio é concedido em parceria com a Andan Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Suíça. A fundação apoia refugiados e populações deslocadas por meio de iniciativas que promovem a autossuficiência, a inclusão e as oportunidades econômicas.
Para credenciamento de mídia, contate:
Sarah Nicklin
Dirigente de Relações Públicas do Grupo
sarah.nicklin@henleyglobal.com
Celular +27 72 464 8965
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