Search
Close this search box.

Economia

Entrevista de babá tem lei, método e limites

Publicado em

Economia

Com a volta às aulas, entre o fim de julho e o começo de agosto, a rotina das famílias muda — e a contratação de uma babá volta a entrar no calendário. A escolha é decidida numa conversa na sala de estar: uma entrevista de emprego dentro de casa, que a lei considera parte do processo de admissão. O pano de fundo: o trabalho doméstico reunia 5,6 milhões de pessoas no fim de 2025, 92% delas mulheres, segundo o levantamento anual do DIEESE, com base na PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O terreno dessa conversa é regulado em mais de uma frente. A certidão de antecedentes criminais, por exemplo, pode ser solicitada. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) firmou, em 2017, em tese de casos repetitivos, que a exigência é legítima quando a natureza da função a justifica. E os empregados domésticos estão expressamente entre os exemplos citados pelo tribunal, ao lado de quem cuida de crianças e idosos em creches, asilos e instituições afins.

Há também o que não se pergunta. A Lei 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias na admissão por motivos como sexo, situação familiar e idade — a vedação mais conhecida é a exigência de teste ou atestado de gravidez. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) aponta na mesma direção com o princípio da necessidade: dados sensíveis, como religião e saúde, só entram na conversa quando têm relação direta com a função. Na prática, a candidata não é obrigada a responder ao que não diz respeito ao cuidado.

Entre profissionais de seleção, a entrevista é tratada como um método. A entrevista estruturada — o mesmo roteiro para todas as candidatas, exemplos concretos em vez de respostas genéricas, anotações para comparação posterior — é prática corrente no recrutamento e vem sendo adaptada à contratação doméstica. Já a avaliação psicológica formal é uma atividade regulamentada: o uso de métodos e técnicas psicológicas para fins como diagnóstico e seleção profissional é função privativa de psicólogos desde a Lei 4.119/1962.

Para Cynthia Freitas, fundadora da Babá Certa, plataforma de busca de babás com verificação de identidade, é na condução da entrevista que ela se decide. “Entrevista não é interrogatório. As perguntas que valem são as ligadas ao cuidado: rotina, experiência, como a candidata age numa emergência”, afirma.

“Quem trabalha com seleção — gente de recursos humanos, psicólogas — extrai histórias em vez de respostas prontas. A família pergunta se a pessoa sabe lidar com birras e ouve um ‘sim’. Quem faz isso por profissão pede a última birra que ela enfrentou e como resolveu, e aí aparece a experiência real, ou a falta dela”, completa. No site da empresa, um roteiro aberto com trinta perguntas de entrevista de babá cobre desde os primeiros socorros até a logística.

A entrevista também é o momento em que a profissional avalia a família — rotina, expectativas, condições de trabalho — e a Lei Complementar 150/2015, que rege o emprego doméstico, vale para ambos os lados desde o primeiro dia de trabalho. “A babá que faz uma pergunta boa na entrevista está dizendo que leva a profissão a sério. A família que respeita isso começa a relação do jeito certo”, diz a executiva.

A decisão continua sendo da família. “Documento diz quem a pessoa é; referência, quem ela foi no trabalho. A entrevista é onde aparece como ela pensa o cuidado — e nenhuma camada dispensa a outra”, conclui Cynthia.



COMENTE ABAIXO:

Economia

Global Citizenship Conference Comemora 20 anos

Publicados

em

ZURIQUE, Nov. 02, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — Governos competem para atrair capital internacional, empreendedores e talentos, enquanto famílias buscam, cada vez mais, diversificar suas opções de residência e cidadania. Nesse cenário, formuladores de políticas, acadêmicos, investidores e especialistas do setor irão se reunir em Zurique, este mês, para a histórica 20th Global Citizenship Conference.

A edição de aniversário será organizada pela Henley & Partners de 23 a 25 de novembro de 2026, no The Dolder Grand. O evento contará com a presença de mais de 400 representantes de governos, economistas, investidores internacionais e especialistas para analisar as forças que estão remodelando o futuro da cidadania global.

Nas últimas duas décadas, a conferência evoluiu juntamente com a imigração por investimento, que deixou de ser um nicho e passou a ser um componente cada vez mais importante do planejamento patrimonial internacional. Esse setor também se consolidou como parte integrante das estratégias nacionais de desenvolvimento econômico.

Duas décadas de transformação da cidadania global

Esse marco ocorre em um momento em que o aumento da incerteza geopolítica, as pressões demográficas e as mudanças nas políticas migratórias estão redefinindo a relação entre indivíduos e Estados.

O Dr. Christian H. Kälin, Presidente da Henley & Partners, afirma: “Há vinte anos, criamos esta conferência com base em uma convicção simples: o local de nascimento não deve limitar o futuro de ninguém. Para as famílias, cidadanias adicionais e direitos de residência abrem oportunidades para gerações. Para as nações, programas bem planejados atraem talentos e investimentos que sustentam a prosperidade a longo prazo.”

Desde o início da conferência, os governos têm integrado cada vez mais as estruturas de residência e cidadania a estratégias globais mais amplas. O objetivo é atrair investimentos, incentivar o empreendedorismo e fortalecer a competitividade econômica.

O Dr. Kälin acrescenta: “Duas forças poderosas estão convergindo: as famílias buscam mais liberdade para escolher onde morar, trabalhar e investir, enquanto os governos competem pelos talentos e pelo capital que irão impulsionar seu futuro. A cidadania é mais do que uma identidade. É um conjunto de direitos legais e oportunidades que moldam vidas por gerações, criando laços duradouros entre indivíduos e nações.”

Crescente demanda das democracias estabelecidas

O aniversário coincide com o aumento da demanda global por opções de residência e cidadania internacionais, incluindo o crescente interesse de cidadãos de algumas das democracias mais ricas e consolidadas do mundo.

Nos últimos 10 meses, a Henley & Partners tem trabalhado com clientes de mais de 100 nacionalidades em mais de 50 programas de residência e cidadania. Desse total, 36% dos participantes já residem fora de seu país de origem. Os cidadãos dos EUA representam a maior nacionalidade de origem dos clientes da empresa, enquanto o Reino Unido ocupa o 6º lugar e a Alemanha o 10º. Já a França apresentou um crescimento expressivo, subindo do 36º para o 14º lugar em termos de solicitações. A Austrália e o Canadá também estão entre as 15 principais nacionalidades de clientes, enquanto a Índia lidera as consultas.

O Dr. Juerg Steffen, CEO da Henley & Partners, afirma que essa mudança reflete uma abordagem mais estratégica para gerenciar a incerteza de longo prazo. Segundo ele, o movimento não representa uma intenção explícita de emigrar ou uma perda de confiança nos países de origem. “O que é particularmente marcante é que muitas dessas famílias já contam com uma mobilidade global considerável. No entanto, a intensificação da incerteza geopolítica, fiscal e regulatória as incentiva a construir portfólios soberanos — direitos complementares de residência e cidadania, investimentos e vínculos pessoais em diferentes jurisdições.”

A próxima era da mobilidade global e da competitividade soberana

Nesse contexto, a programação da conferência irá abordar um dos dilemas políticos mais prementes enfrentados pela Europa e por outras economias desenvolvidas. O foco será em como os governos podem responder às crescentes preocupações da população com a imigração e, ao mesmo tempo, continuar atraindo os investidores, empreendedores e profissionais qualificados necessários para sustentar o crescimento econômico.

A programação também irá explorar a geografia em transformação da riqueza e da mobilidade globais, além do sucesso de pequenas nações na competição por capital e talentos internacionais. Adicionalmente, o evento irá debater o surgimento de novos centros de investimento, empreendedorismo e residência internacional. Outros temas importantes incluem a posição dos Estados Unidos como um dos principais destinos para investidores internacionais e uma fonte crescente de demanda externa. O cenário tributário global em evolução e a integração da mobilidade nas estratégias de patrimônio familiar, investimento e sucessão também estarão em pauta.

Além da imigração por investimento, a conferência irá analisar temas cruciais como o deslocamento forçado, a apatridia e a crescente importância da identidade digital e da tecnologia de fronteira. O evento também irá debater como as mudanças demográficas, os avanços tecnológicos e a fragmentação geopolítica estão redefinindo o movimento global.

Celebrando a cidadania global em ação

Um dos destaques da conferência anual é o Jantar de Gala do Global Citizen Award, no dia 24 de novembro. O evento homenageia uma pessoa excepcional cuja coragem e compromisso ajudaram a enfrentar alguns dos problemas mais urgentes da nossa época — desafios que transcendem as fronteiras nacionais e exigem uma resposta global.

O prêmio é concedido em parceria com a Andan Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Suíça. A fundação apoia refugiados e populações deslocadas por meio de iniciativas que promovem a autossuficiência, a inclusão e as oportunidades econômicas.

Para credenciamento de mídia, contate:

Sarah Nicklin
Dirigente de Relações Públicas do Grupo
sarah.nicklin@henleyglobal.com
Celular +27 72 464 8965

GLOBENEWSWIRE (Distribution ID 1001301096)



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA