Economia
Cipriano Ayala leva pauta do terceiro setor ao Paraguai
Economia
O economista e empresário Cipriano Ayala participou como painelista da III Cúpula Internacional da Rede Internacional de Líderes Empresariais (RIMEL), realizada em Assunção, no Paraguai, entre os dias 22 e 24 de outubro. Em sua apresentação, defendeu a construção de um movimento latino-americano para fortalecer e profissionalizar as organizações do terceiro setor, a partir da cooperação entre governos, empresas e sociedade civil.
“Servir é uma responsabilidade que nos conecta, e essa responsabilidade exige método, governança e resultado”, afirmou Cipriano Ayala, fundador do Grupo Cipriano Ayala. Segundo o economista, a profissionalização é o que sustenta o compromisso social ao longo do tempo, porque garante que os excedentes gerados por uma organização permaneçam vinculados à sua missão.
Nascido no Brasil e descendente de paraguaios, Ayala levou ao encontro a experiência acumulada no desenvolvimento de organizações sociais e na gestão de recursos públicos e privados. Com mais de oito anos de atuação no terceiro setor brasileiro, contribuiu para o fortalecimento de mais de 100 instituições em diferentes regiões do país. Entre 2018 e 2025, sua trajetória profissional envolveu a gestão de mais de R$ 1,5 bilhão em recursos provenientes de emendas parlamentares.
Por trás dos números estão projetos e serviços que alcançam crianças, jovens, mulheres, pacientes e famílias em áreas como saúde, educação, esporte e assistência social. O impacto dessa atuação ultrapassa os valores administrados e se traduz em atendimento, oportunidades e melhoria da qualidade de vida das pessoas atendidas.
Experiências brasileiras no debate internacional
Durante o painel, o economista apresentou casos do terceiro setor brasileiro para ilustrar a diversidade de causas que podem ser estruturadas com gestão profissional. Entre eles estão iniciativas voltadas ao esporte e à saúde, como o Raquetes para a Vida e o Banco de Olhos de Sorocaba.
“Cada uma dessas organizações tem uma causa diferente, mas todas enfrentam os mesmos desafios de gestão, planejamento e captação. Quando a estrutura interna amadurece, a causa deixa de depender do esforço isolado de poucas pessoas”, declarou o fundador do Grupo Cipriano Ayala.
Governança, transparência e rastreabilidade
Entre os pontos apresentados à plateia, estiveram o aprimoramento da governança, a capacitação de lideranças, o planejamento de longo prazo, a transparência e a rastreabilidade dos recursos. Ayala defendeu diretorias com responsabilidades claras, metas e orçamento definidos, processos de avaliação e recursos com origem e destino verificáveis.
Para o economista, organizações preparadas para gerir recursos e demonstrar resultados têm melhores condições de construir parcerias duradouras e sustentar seu trabalho. “A confiança não nasce de um discurso, nasce de prestação de contas. Uma organização que mostra para onde foi cada real amplia sua capacidade de captar e de permanecer”, disse.
O painelista também tratou do papel de cada ator do ecossistema. Às empresas atribuiu a função de investimento social e de transferência de capacidades de gestão; às autoridades públicas, a formulação de políticas e os mecanismos de financiamento; e à diplomacia, a articulação de cooperação entre países. No campo do financiamento, comparou instrumentos brasileiros, como as emendas ao orçamento, a mecanismos próprios do Paraguai, e defendeu que todos estejam condicionados à avaliação de projetos e à prestação de contas.
“O investimento social bem aplicado beneficia todos os lados. As pessoas ganham oportunidades, as comunidades ficam mais fortes e as políticas públicas chegam mais longe, porque passam a contar com organizações capazes de executá-las”, acrescentou Ayala.
O economista ressaltou ainda que as organizações da sociedade civil conhecem de perto as necessidades das comunidades e podem atuar ao lado do poder público em saúde, educação, esporte e assistência social. Além de ampliar a oferta de serviços, essas instituições geram empregos, contratam fornecedores e movimentam recursos nos territórios onde estão instaladas.
A programação da cúpula reuniu lideranças empresariais, representantes diplomáticos, autoridades dos poderes Executivo e Legislativo do Paraguai e participantes de diferentes países da América Latina, tendo a economia circular como eixo central. No primeiro dia, a agenda contou com a atividade “Embaixadas conectando nações”, na Biblioteca do Congresso Nacional. Em 23 de outubro, os painéis principais ocorreram no Salón Bicameral do Congresso Nacional, com debates sobre temas econômicos, empresariais e sociais, seguidos de uma noite de integração cultural. O encerramento, previsto para 24 de outubro, foi marcado pela Experiencia Tour Paraguay.
América Latina como polo de transformação social
A proposta levada ao encontro é mobilizar empresários, autoridades e representantes diplomáticos em torno de uma agenda regional de fortalecimento do terceiro setor, que inclui a ampliação do acesso a financiamento público e privado, o intercâmbio de experiências entre países e o desenvolvimento de soluções de gestão e tecnologia para as organizações.
A participação em Assunção representa também uma conexão pessoal com o Paraguai, país de origem de seu pai. “A América Latina pode se tornar um polo de transformação social se tiver organizações profissionais e alianças duradouras. Levar essa discussão a um encontro internacional é uma forma de contribuir para que isso aconteça”, concluiu o fundador do Grupo Cipriano Ayala.
Criado para promover a sustentabilidade do terceiro setor, o Grupo Cipriano Ayala atua com serviços de captação de recursos, gestão de projetos, tecnologia, educação e certificação. A atuação em Assunção amplia o alcance regional dessa proposta e coloca a experiência brasileira em diálogo com outros países da região.
Para mais informações, basta acessar: https://www.ciprianoayala.com.br/
Economia
Petrobras reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro
A Petrobras anunciou reajuste médio de 7,2% no querosene de aviação vendido às distribuidoras, a partir deste domingo (1°). Isso corresponde a um aumento de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior.
Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76%, ou 0,65 centavos por litro.
A estatal tem participação de cerca de 85% na produção do QAV nacional, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.
De acordo com a companhia, o reajuste se deve ao aumento da cotação internacional do combustível, “em um cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países.”
A Petrobras ressalvou, em nota, que as variações acumuladas no Brasil são menores do que as observadas no mercado internacional, onde os reajustes chegam a ser diários, desde o início do conflito no Oriente Médio. Aqui, o valor é reajustado mensalmente.
A companhia disse também que segue uma “fórmula paramétrica prevista em contrato”, que vem amortecendo as oscilações de curto prazo, “resultando em reajustes mais moderados do que os observados internacionalmente.”
Apesar disso, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do QAV nos custos operacionais das companhias brasileiras subiu de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.
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