CLIMA
Várzea Grande decreta situação de emergência por estiagem, calor extremo e baixa umidade
De acordo com a Defesa Civil, o Rio Cuiabá continua apresentando volume suficiente para a captação de água. O problema, entretanto, não está na disponibilidade do manancial, mas nas limitações da infraestrutura existente, que não consegue atender ao aumento da demanda provocado pelas condições climáticas extremas.
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande decretou situação de emergência em razão dos impactos provocados pela estiagem, pelas altas temperaturas e pela baixa umidade relativa do ar. O Decreto nº 76/2026 foi publicado com o objetivo de permitir a adoção de medidas excepcionais para enfrentar o cenário e minimizar os impactos à população.
A medida atende à recomendação da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Várzea Grande, com base no Relatório de Ocorrência nº 073/2026, elaborado após vistoria técnica realizada no dia 27 de julho na Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada na Avenida Júlio Campos. A inspeção foi motivada pelos registros de desabastecimento durante o período de estiagem e pela necessidade de avaliar os riscos enfrentados pelo município.
De acordo com a Defesa Civil, o Rio Cuiabá continua apresentando volume suficiente para a captação de água. O problema, entretanto, não está na disponibilidade do manancial, mas nas limitações da infraestrutura existente, que não consegue atender ao aumento da demanda provocado pelas condições climáticas extremas.
O cenário é agravado pela estiagem, intensificada pela atuação do fenômeno El Niño, que favorece temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e prolongamento do período seco. Essas condições elevam significativamente o consumo de água justamente quando o sistema de abastecimento opera com menor capacidade de resposta.
O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Jovanil Flores da Silva, destacou que a decretação da situação de emergência é fundamental para ampliar a capacidade de resposta do Município.
“A decretação da situação de emergência permite que o Município adote medidas excepcionais de resposta, planejamento e assistência à população. A intenção é agir imediatamente diante de um cenário que tende a se agravar com o avanço da estiagem e das altas temperaturas, evitando que os impactos humanitários sejam ainda maiores. Por isso, orientamos que a população utilize a água de forma consciente e evite desperdícios”, afirmou.
O relatório técnico conclui que o desastre resulta da combinação entre a estiagem, classificada pelo COBRADE 1.4.1.1.0, e as vulnerabilidades estruturais e operacionais do sistema municipal de abastecimento de água. Esse conjunto de fatores provoca danos humanos, sociais e operacionais que ultrapassam a capacidade ordinária de resposta do Município.
Como medidas imediatas, a Defesa Civil encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral do Município, ao Gabinete da Prefeita e às secretarias municipais de Defesa Social, Assistência Social, Saúde e Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Os órgãos deverão identificar as populações mais vulneráveis, mapear as unidades públicas potencialmente afetadas e elaborar ações emergenciais para reduzir os impactos da estiagem.
Além disso, a Defesa Civil manterá o monitoramento contínuo das condições do sistema de abastecimento de água e da evolução da estiagem, subsidiando novas medidas caso o cenário se agrave nas próximas semanas.
Várzea Grande
Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara
Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).
A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.
A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.
De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.
Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.
Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.
Reconhecimento e respeito às mães atípicas
A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.
Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.
O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.
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