Várzea Grande
reativação de poços vira propaganda; sem parte elétrica unidades não funcionam e Cristo Rei segue sem água — Câmara Municipal
Várzea Grande
O parlamentar destacou que, enquanto o poder público realiza uma propaganda efetiva sobre a reativação de poços artesianos, a população continua sofrendo com torneiras secas por semanas, gerando inclusive manifestações populares na região. O cerne da crítica do vereador recai sobre a inoperância das unidades que são anunciadas sem possuírem sequer a infraestrutura básica necessária para funcionar, sobretudo a parte elétrica.
“O que eu vejo é a propaganda efetiva da reativação do poço artesiano, mas antes de se colocar a parte elétrica, colocar o poço em operação, estão vendendo ilusão à população. A população está há vários dias sem abastecimento”, criticou o parlamentar.
Alessandro Moreira detalhou diversos pontos onde o problema persiste, citando as cobranças ignoradas e a falta de planejamento da administração municipal. Foram lembrados casos sensíveis como o do poço artesiano da COHAB Dom Orlando Chaves, o da CMEI Nair Sacre COHAB Cristo Rei e o loteamento Joaquim Curvo.
No loteamento Joaquim Curvo, o vereador chamou atenção para um poço localizado na viela da rua Paraguai que se encontra cercado, questionando se a instalação ocupa área pública ou privada e cobrando atuação do Executivo para verificar a situação enquanto os moradores padecem sem água.
O líder do MDB encerrou seu pronunciamento exigindo planejamento transparente e respostas efetivas da gestão municipal para solucionar o colapso hídrico que afeta o Grande Cristo Rei e diversos bairros de Várzea Grande. Alessandro Moreira cobrou fiscalização mais atuante e medidas imediatas para restabelecer o serviço às famílias afetadas.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande
Várzea Grande
Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara
Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).
A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.
A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.
De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.
Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.
Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.
Reconhecimento e respeito às mães atípicas
A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.
Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.
O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.
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