Várzea Grande
Câmara recebe proposta de audiência pública sobre proteção de mulheres e crianças — Câmara Municipal
Várzea Grande
O 2º vice-presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Braz Jaciro, recebeu representantes da Escola Estadual Professor Fernando Leite de Campos que apresentaram uma proposta para a realização de uma audiência pública voltada ao enfrentamento do tráfico de mulheres e crianças. A reunião contou com a participação do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), e do vereador Feitoza.
Representando a unidade escolar, participaram do encontro o Prof. Dr. Jalme Santana de Figueiredo Junior e as alunas Maria Elisa, do 2º ano do Ensino Médio, e Letícia Renata, que apresentaram os objetivos da iniciativa e destacaram a importância do debate para a comunidade escolar e para a sociedade.
Durante o encontro, foi apresentado um projeto pedagógico desenvolvido por estudantes do 2º ano do Ensino Médio da escola, que busca ampliar a discussão sobre direitos humanos, vulnerabilidades sociais e mecanismos de prevenção ao tráfico de pessoas.
A iniciativa tem como objetivo aproximar a comunidade escolar das instituições públicas, fortalecendo o exercício da cidadania e promovendo o diálogo entre diferentes segmentos da sociedade sobre temas de relevante interesse social.
Os representantes da escola solicitaram apoio institucional da Câmara Municipal para a realização da audiência pública, além de orientações sobre os procedimentos necessários para a organização da atividade e a participação de autoridades e instituições ligadas à proteção dos direitos das mulheres, crianças e adolescentes.
Durante a reunião, os parlamentares destacaram a importância de iniciativas que promovam a conscientização da população e incentivem a participação dos jovens em discussões sobre temas de interesse coletivo. Também ressaltaram o papel da educação na formação cidadã e no fortalecimento das ações de prevenção e proteção social.
A proposta será analisada pela Câmara Municipal, observando os trâmites necessários para a realização da atividade.
Várzea Grande
Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara
Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).
A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.
A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.
De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.
Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.
Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.
Reconhecimento e respeito às mães atípicas
A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.
Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.
O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.
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