PAD
Câmara de Várzea Grande homologa relatório de sindicância sobre suposta escuta clandestina e determina novas apurações
Várzea Grande
A Presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande homologou o relatório final da Comissão de Sindicância instaurada para apurar a suposta instalação de uma escuta ilegal clandestina no gabinete do vereador Bruno Rios, fato que teria ocorrido em 7 de maio de 2026.

A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 41/2026/CMGV, publicada em 2 de julho de 2026. No despacho, o presidente da Casa informa que acolheu integralmente as conclusões apresentadas pela comissão, destacando que não foi possível comprovar a materialidade nem a autoria do suposto ilícito.
Segundo o relatório homologado, a apuração foi prejudicada pela quebra da cadeia de custódia da prova, atribuída ao próprio condutor do artefato, além da ausência de cooperação do vereador denunciante e da recusa de seus assessores em prestar depoimento à comissão.
Com a homologação do relatório, a Presidência determinou o encaminhamento de cópia integral dos autos à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar para apuração de eventual infração disciplinar por parte do vereador Bruno Rios. A medida considera a recusa do parlamentar em colaborar com as investigações e a suposta orientação para que servidores lotados em seu gabinete não prestassem depoimento.
A portaria também determina à Secretaria Administrativa e ao setor de Recursos Humanos a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os servidores do gabinete do parlamentar para apurar possível responsabilidade funcional em razão da recusa em comparecer e prestar depoimento perante a comissão legalmente constituída.
Após o cumprimento das determinações e a extração das cópias necessárias, o processo de sindicância será arquivado, conforme previsto no despacho da Presidência.
A publicação da portaria marca o encerramento da sindicância administrativa e o início de novos procedimentos para apurar possíveis responsabilidades disciplinares no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Várzea Grande
Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara
Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).
A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.
A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.
De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.
Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.
Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.
Reconhecimento e respeito às mães atípicas
A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.
Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.
O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.
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