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Várzea Grande

Alessandro cobra explicações sobre suspensão de projeto social no Flor do Ipê — Câmara Municipal

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Várzea Grande

Na Sessão Ordinária de terça-feira (20), o vereador Alessandro utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Várzea Grande para manifestar preocupação com o possível encerramento de um projeto social de aeróbica que atende a comunidade do Residencial Flor do Ipê e região.

Segundo o vereador, ele recebeu o apelo de uma moradora sobre a interrupção das atividades. O projeto teve início por volta de 2015, no bairro Aurília Curvo, com apoio financeiro inicial à professora Priscila.

Com o aumento da adesão da população, as aulas foram ampliadas em 2018 para o polo do Residencial Flor do Ipê e também passaram a ser realizadas no Parque do Fancho, com o acompanhamento do professor Rogério.

Alessandro destacou que a iniciativa sempre buscou promover a saúde, a qualidade de vida e a integração social dos moradores. Ele lembrou ainda pleitos anteriores para a construção de banheiros e de um espaço para armazenamento de equipamentos no local.

“Em nome da nossa comunidade e da nossa luta, em vez da gente evoluir, o que estamos vendo é um retrocesso. E a população lá na ponta é quem paga o pato”, criticou o parlamentar.

Durante o pronunciamento, Alessandro fez um apelo ao líder do Governo Municipal na Casa, vereador Rogério, para que intervenha junto ao Poder Executivo e solicite a reavaliação da situação, com a apresentação de justificativa sobre o possível encerramento do projeto.

O vereador rebateu rumores de que cortes em ações sociais estariam sendo realizados para assegurar o pagamento de salários e do 13º salário dos servidores. Ele ressaltou que valoriza os servidores públicos e apoia propostas do Executivo voltadas a melhorias salariais e gratificações, mas ponderou que tais concessões tornam injustificável o cancelamento de projetos comunitários consolidados, que atendem à população há anos.

Além da questão do esporte e do lazer, Alessandro alertou sobre a área da saúde pública na região. Conforme relatos apresentados pelo vereador, a unidade básica de saúde do bairro estaria enfrentando descontinuidade em serviços essenciais, como a coleta de sangue.

O parlamentar reforçou o compromisso com a comunidade do Residencial Aurília Curvo e cobrou sensibilidade e respostas efetivas da gestão municipal para garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande

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Várzea Grande

Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara

Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).

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A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.

A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.

A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.

De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.

Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.

Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.

Reconhecimento e respeito às mães atípicas

A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.

Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.

O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.

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