Mato Grosso
Cuiabá mobiliza 135 trabalhadores para limpar canteiros e conter avanço de planta invasora
Mato Grosso
A Prefeitura de Cuiabá mobiliza 135 trabalhadores em duas frentes simultâneas de limpeza de canteiros centrais, na Avenida das Torres e na Orla do Porto. Executados pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), os serviços incluem a retirada de leucenas de pequeno porte para conter a propagação da espécie e melhorar a visibilidade de motoristas e pedestres.
Na Avenida das Torres, a operação conta com 75 trabalhadores. Outros 60 atuam na Orla do Porto. As equipes realizam a manutenção dos canteiros com atenção aos trechos onde o crescimento da vegetação exige intervenções para preservar as condições de visibilidade nas vias.
Segundo o diretor de Resíduos Sólidos da Limpurb, Guilherme Vinhal, a leucena é uma espécie exótica e invasora, que não pertence à vegetação nativa do Cerrado. Seu crescimento acelerado, favorecido pelas chuvas, demanda acompanhamento e manejo para evitar que ocupe novas áreas.
O trabalho se concentra na remoção de exemplares menores, com cerca de 1,5 metro de altura. Conforme o diretor, a intervenção nessa fase busca impedir que as plantas se desenvolvam e ampliem sua presença nos canteiros centrais.
A retirada da leucena integra uma programação contínua de limpeza desses espaços. Além de atender à manutenção urbana, o serviço busca controlar o avanço da espécie nos pontos identificados pelas equipes da Limpurb.
Nos fins de semana, as operações recebem o reforço de trabalhadores que concluem serviços em outras regiões da cidade. Esse remanejamento permite ampliar as equipes disponíveis e adiantar a manutenção dos canteiros.
As frentes seguem em atividade na Avenida das Torres e na Orla do Porto, conforme a programação da empresa. A continuidade dos serviços leva em conta a necessidade de manutenção dos espaços e o rápido crescimento da vegetação durante o período de chuvas.
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Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília
Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho.
Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.
“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou.
A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando.
“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.
Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.
“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou.
Tradição secular
A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos.
Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais.
A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
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