Várzea Grande
Câmara Municipal de Várzea Grande realiza Sessão Ordinária nesta terça-feira (6) com pauta voltada a direitos sociais, preservação histórica e homenagens
Várzea Grande
A Câmara Municipal de Várzea Grande realiza, a partir das 8h desta terça-feira, 6 de outubro, mais uma Sessão Ordinária sob a condução do presidente da Casa, vereador Wanderley Cerqueira. Os parlamentares vão debater e votar matérias de relevância para o município nas áreas de assistência social, cidadania, cultura legislativa, urbanismo e juventude.
Destaques da pauta
Entre os projetos em Votação Única, estão:
– Política Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa: O Projeto de Lei Complementar 035/2026, do Poder Executivo, trata da política municipal da categoria. A proposta reestrutura o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Várzea Grande (CMDPI/VG) e o Fundo Municipal de Apoio à Política da Pessoa Idosa (FUMAPI), além de revogar as Leis 2.778/2005 e 2.825/2025.
– Memória do Legislativo: O Projeto de Resolução 08/2026, da Mesa Diretora, cria o Espaço Memória do Legislativo Várzea-Grandense Conceição Alves da Silva Oliveira, para preservar a história e a identidade da Casa de Leis.
– Conscientização Digital: O Projeto de Lei 199/2026, do vereador Alessandro Moreira da Silva, institui a Semana Municipal da Limpeza Digital.
– Homenagem e Toponímia Urbana: O Projeto de Lei 242/2026, do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, muda o nome da Rua Dezesseis (Complexo Adonhiramita – ALCA), no Bairro Chapéu do Sol, para Rua Nicanor Alves de Brito, conforme a legislação municipal de arruamento.
– Incentivo ao Primeiro Emprego: O Projeto de Lei 250/2026, da vereadora Lucélia de Oliveira Moreira, institui o Programa Municipal de Aprendizagem, Qualificação Profissional e Preparação para o Primeiro Emprego de Adolescentes e Jovens em Situação de Vulnerabilidade Social.
A sessão reforça o compromisso do Legislativo municipal com o desenvolvimento socioeconômico, a valorização da história local e a garantia de direitos para todas as faixas etárias da população.
A transmissão ao vivo pode ser acompanhada pelos canais oficiais da Câmara Municipal.
Várzea Grande
Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara
Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).
A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.
A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.
De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.
Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.
Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.
Reconhecimento e respeito às mães atípicas
A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.
Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.
O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.
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