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DIGNIDADE

Programa de regularização fundiária liderado por Botelho avança no bairro Manga

Audiência pública orientou moradores sobre as etapas da regularização fundiária; cadastramento para emissão gratuita de escrituras começa em 11 de agosto e beneficiará 1.372 imóveis

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Várzea Grande

Moradores do bairro Manga, em Várzea Grande, participaram, nesta quarta-feira (29), de uma audiência pública que marcou mais uma etapa do processo de regularização fundiária da comunidade. Durante o encontro, foram apresentados todos os procedimentos que antecedem a entrega gratuita das escrituras definitivas dos imóveis e repassada a relação de documentos necessários para o cadastramento das famílias.

No bairro, 1.372 imóveis serão contemplados pelo programa. O cadastramento dos moradores ocorrerá entre os dias 11 e 14 de agosto, das 9h às 12h e das 13h às 16h30, quando equipes técnicas estarão no local realizando o atendimento individual de cada família.

A iniciativa integra o programa estadual de regularização fundiária liderado pelo deputado Eduardo Botelho e desenvolvido por meio de uma força-tarefa coordenada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em parceria com o Governo do Estado, por meio do INTERMAT, além do apoio da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, ANOREG, consórcios e lideranças comunitárias.

O assessor de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa, Euclides Santos, destacou que o trabalho é resultado da articulação conduzida pelo deputado Eduardo Botelho junto ao Governo do Estado e ao INTERMAT, que viabilizaram os recursos para a execução do projeto.

“Por meio do deputado Eduardo Botelho foi possível canalizar os recursos junto ao Governo do Estado. O INTERMAT firmou convênio com o consórcio, que realizou a contratação da empresa responsável pela execução dos serviços. Todo esse trabalho também depende da parceria com a Prefeitura de Várzea Grande, que realiza as análises e aprovações técnicas necessárias para o andamento do processo”, explicou.

Segundo Euclides, todas as etapas coletivas da regularização no bairro já foram concluídas, incluindo georreferenciamento, levantamento cadastral e publicações oficiais. Agora, inicia-se a fase individual, em que cada morador apresentará sua documentação para dar continuidade ao processo.

“As equipes permanecerão no bairro durante uma semana realizando o cadastramento de cada imóvel. Essa é a etapa individual da regularização e é fundamental para que, ao final do processo, cada família possa receber gratuitamente a escritura definitiva de sua propriedade”, ressaltou.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou que o município vive o maior programa de regularização fundiária de sua história.

“Em apenas um ano e sete meses conseguimos destravar convênios importantes e hoje temos três grandes projetos de regularização fundiária em andamento. Estão previstos cerca de 60 bairros contemplados. Esse é um projeto iniciado pela Assembleia Legislativa, por meio do deputado Eduardo Botelho, que está transformando a realidade de milhares de famílias”, afirmou.

O diretor de Regularização Fundiária da Geogis Geotecnologia, Ítalo Carvalho, explicou que toda a parte técnica da área já foi concluída e reforçou a importância da participação dos moradores na próxima etapa.

“Toda a parte técnica foi executada e aprovada. Agora começa o cadastramento de cada imóvel, quando serão verificadas as informações dos ocupantes, documentação e critérios sociais, além das análises jurídicas e registrais. É muito importante que todos compareçam entre os dias 11 e 14 de agosto para realizar o cadastro e não perder essa oportunidade. Durante o atendimento haverá equipes preparadas para esclarecer qualquer dúvida jurídica, técnica ou social”, afirmou.

Na primeira etapa do programa em Várzea Grande já foram contemplados os bairros Santa Isabel, Cabo Michel, Canelas, 8 de Março, 15 de Maio, Eldorado, Tarumã, Cristo Rei, Cohab Jaime Campos, Jardim Primavera, Nossa Senhora da Guia, Dom Orlando Chaves, Asa Branca, Asa Bela, 7 de Maio, 24 de Dezembro e Dom Bosco. Nesta nova fase, o processo também avança nos bairros Construmat, Manaíra I e II e 9 de Maio, além de novas etapas previstas para Serra Dourada, 8 de Março e 15 de Maio.

Também participou da audiência pública a secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação de Várzea Grande, Manoela Rondon Ourives Bastos.

Próximas etapas

Após o cadastramento, cada imóvel passará por análises técnica, jurídica e ambiental. Em seguida, os processos serão encaminhados ao cartório para emissão e registro das escrituras definitivas, que serão entregues gratuitamente às famílias beneficiadas.

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Várzea Grande

Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara

Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).

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A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.

A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.

A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.

De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.

Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.

Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.

Reconhecimento e respeito às mães atípicas

A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.

Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.

O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.

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