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APAZIGUANDO

Rosy Prado minimiza crise envolvendo portaria da Câmara e reforça diálogo com o presidente Wanderley Cerqueira

Publicado em

Várzea Grande

A vereadora Rosy Prado minimizou a crise política criada em torno da portaria da Câmara Municipal de Várzea Grande, alvo de críticas do vereador Caio Cordeiro, durante entrevista concedida ao podcast PodMT de Fato.

Segundo a parlamentar, a medida não impediu o funcionamento de seu gabinete nem o atendimento à população. Rosy afirmou que continuou realizando normalmente suas atividades e destacou que o sistema adotado pela Câmara é presidencialista, cabendo à presidência conduzir determinadas decisões administrativas da Casa.

Durante a entrevista, a vereadora também fez questão de reforçar a relação institucional com o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira. De acordo com ela, existe um diálogo permanente entre os dois, sem qualquer dificuldade de comunicação.

“Nós conversamos bastante e tenho um bom diálogo com o presidente. Não tenho dificuldade alguma de conversar com o Wanderley”, declarou.

Rosy Prado ainda confirmou que assinou a portaria que acabou gerando toda a controvérsia envolvendo Caio Cordeiro. Apesar disso, procurou reduzir a dimensão do conflito político criado em torno do tema e evitou tratar a situação como um impasse institucional dentro do Legislativo municipal.

A declaração ocorre em meio ao embate público protagonizado por Caio Cordeiro, que tem intensificado sua atuação política e é apontado como pré-candidato a deputado federal. Nos últimos dias, o vereador vinha utilizando o episódio da portaria como uma das principais críticas à atual condução administrativa da Câmara.

Ao adotar um tom conciliador, Rosy Prado sinalizou alinhamento com a presidência da Casa e buscou afastar a ideia de que a medida tenha provocado prejuízos generalizados aos gabinetes parlamentares.

Com isso, a entrevista ao PodMT de Fato acabou servindo como um contraponto às críticas feitas por Caio Cordeiro, reforçando a narrativa de que a portaria não comprometeu o funcionamento dos gabinetes e que o diálogo entre a presidência e parte dos vereadores segue preservado.

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Várzea Grande

Projeto de Carlos Figueiredo que cria Carteira de Identificação da Mãe Atípica será votado na próxima sessão da Câmara

Proposta busca reconhecer mães cuidadoras, evitar constrangimentos e facilitar o acesso a atendimentos e serviços prioritários. Votação está prevista para terça-feira (3 de novembro).

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A Câmara Municipal de Várzea Grande deverá votar, na próxima terça-feira (3 de novembro), durante sessão ordinária, o projeto de lei de autoria do vereador Carlos Martins de Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.

A proposta tem como objetivo reconhecer formalmente as mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que demandam cuidados permanentes ou contínuos.

A iniciativa busca dar maior visibilidade a uma realidade vivenciada diariamente por milhares de mulheres, que enfrentam desafios físicos, emocionais e sociais na dedicação aos cuidados de seus filhos e familiares.

De acordo com a justificativa do projeto, muitas mães atípicas passam por situações de constrangimento ao buscar atendimento prioritário, utilizar filas preferenciais ou acessar serviços públicos e privados. A falta de um documento específico que comprove sua condição de cuidadoras principais pode gerar questionamentos e dificultar o reconhecimento de direitos já assegurados pela legislação.

Com a criação da CIMA, a proposta pretende oferecer um instrumento formal de identificação, contribuindo para um atendimento mais respeitoso, humanizado e inclusivo.

Outro aspecto destacado pelo parlamentar é que o projeto não cria despesas obrigatórias imediatas nem exige a implantação de novas estruturas administrativas. A execução dependerá de regulamentação pelo Poder Executivo e da disponibilidade orçamentária, respeitando os limites legais.

Reconhecimento e respeito às mães atípicas

A proposta representa a abertura de um importante debate sobre a necessidade de reconhecer institucionalmente as mulheres que assumem, muitas vezes em tempo integral, a responsabilidade pelos cuidados de pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo.

Para além da identificação documental, a iniciativa busca combater situações de constrangimento, promover o respeito e contribuir para que essas mulheres tenham suas condições de cuidadoras reconhecidas pela sociedade e pelas instituições.

O projeto será submetido à apreciação dos vereadores na sessão ordinária de terça-feira, 3 de novembro, quando o Legislativo municipal deverá deliberar sobre a proposta.

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