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Rodoviários do Rio entram em greve por tempo indeterminado

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Os motoristas de ônibus do Rio de Janeiro entraram em greve por tempo indeterminado à meia-noite desta segunda-feira (29) por melhorias salariais. Eles pedem o que o piso do motorista seja de R$ 4 mil e do motorista de ônibus articulado (BRT), R$ 5 mil. Os rodoviários também reivindicam um vale alimentação de R$ 1000,00 e o benefício do plano de saúde.

Decisão judicial determinou que 50% da frota esteja circulando nos horários de pico. Segundo o Rio Ônibus, no momento, 860 ônibus estão circulando pela cidade. “Infelizmente, cerca de 40 veículos foram vandalizados por grevistas”, disse em nota.

Os consórcios informaram que fazem um apelo a todos os motoristas e demais rodoviários para que compareçam às suas garagens, para que a normalidade do serviço seja restabelecida o quanto antes.

Segundo Everaldo João, da diretoria do conselho fiscal do Sindicato dos Rodoviários do Rio, o sindicato não tem a informação de que grevistas vandalizaram ônibus. “O piso está muito defasado há muitos anos”, disse.

Na terça-feira (30) de manhã, haverá nova audiência de conciliação e nova assembleia dos rodoviários está marcada para depois da audiência.



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Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília

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Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho.

Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.

“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou.

A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando.

“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.

Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.

“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou.

Tradição secular

A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos.

Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais.

A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).



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