Economia
O custo invisível da logística brasileira
Economia
Quando se fala nos desafios da logística brasileira, temas como combustível, frete, infraestrutura e tributação costumam dominar o debate. Mas existe um fator menos visível que também pesa sobre a competitividade das empresas, a improdutividade operacional.
O alerta é do Movimento Azul, iniciativa liderada pelo ecossistema MarkApp Promotores, que reúne especialistas e empresas do setor em defesa de uma logística mais produtiva, segura, tecnológica e humana.
Caminhões aguardando horas para carga e descarga, movimentações manuais excessivas, retrabalho e baixa utilização de recursos tecnológicos ainda fazem parte da rotina de diversas operações no país. Segundo o movimento, esses gargalos representam custos acumulados que impactam empresas, consumidores e profissionais da cadeia logística.
Levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) aponta que os custos logísticos brasileiros representam cerca de 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB), índice superior ao registrado em economias mais desenvolvidas.
Para Newton Felicíssimo, porta-voz do Movimento Azul, parte importante desse desafio está dentro das próprias operações. “Existe uma preocupação legítima com frete, combustível e infraestrutura. Mas pouco se fala sobre o tempo perdido dentro das operações. O caminhão parado, a espera para descarregar, a movimentação manual excessiva e a baixa produtividade também têm custo.”
Segundo Felicíssimo, reduzir desperdícios operacionais deve estar no centro da estratégia das empresas diante do aumento da demanda por eficiência e da transformação do perfil do setor. “O maior gargalo da logística brasileira nem sempre está na estrada. Muitas vezes, ele está parado no pátio.”
Além dos impactos financeiros, o Movimento Azul chama atenção para os efeitos das operações pouco eficientes sobre os trabalhadores da logística.
Atividades com esforço físico elevado, movimentos repetitivos, longos períodos de espera e ambientes inadequados podem contribuir para acidentes, afastamentos e desgaste profissional. Esses fatores também influenciam a dificuldade enfrentada por empresas do setor para atrair e reter mão de obra operacional.
“O futuro da logística depende de unir produtividade e cuidado com as pessoas. Modernizar uma operação não significa substituir profissionais, mas criar condições para que eles trabalhem com mais segurança, ergonomia e qualidade de vida”, afirma Felicíssimo.
O Movimento Azul defende que mecanização, tecnologia e inovação devem ser utilizadas como ferramentas para reduzir riscos, melhorar processos e aumentar a competitividade das empresas brasileiras. “A verdadeira inovação acontece quando transformamos operações de risco em operações mais seguras, eficientes e humanas.”
Sobre o Movimento Azul
O Movimento Azul é uma iniciativa liderada pelo ecossistema MarkApp Promotores que reúne especialistas, empresas, operadores logísticos, transportadores, embarcadores e profissionais do setor com o propósito de promover uma logística mais produtiva, segura, humana e sustentável.
A iniciativa busca ampliar o debate sobre os desafios operacionais que impactam empresas e trabalhadores, incentivando soluções que transformem improdutividade em competitividade, esforço excessivo em ergonomia e conhecimento operacional em geração de valor.
Economia
Global Citizenship Conference Comemora 20 anos
ZURIQUE, Nov. 02, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — Governos competem para atrair capital internacional, empreendedores e talentos, enquanto famílias buscam, cada vez mais, diversificar suas opções de residência e cidadania. Nesse cenário, formuladores de políticas, acadêmicos, investidores e especialistas do setor irão se reunir em Zurique, este mês, para a histórica 20th Global Citizenship Conference.
A edição de aniversário será organizada pela Henley & Partners de 23 a 25 de novembro de 2026, no The Dolder Grand. O evento contará com a presença de mais de 400 representantes de governos, economistas, investidores internacionais e especialistas para analisar as forças que estão remodelando o futuro da cidadania global.
Nas últimas duas décadas, a conferência evoluiu juntamente com a imigração por investimento, que deixou de ser um nicho e passou a ser um componente cada vez mais importante do planejamento patrimonial internacional. Esse setor também se consolidou como parte integrante das estratégias nacionais de desenvolvimento econômico.
Duas décadas de transformação da cidadania global
Esse marco ocorre em um momento em que o aumento da incerteza geopolítica, as pressões demográficas e as mudanças nas políticas migratórias estão redefinindo a relação entre indivíduos e Estados.
O Dr. Christian H. Kälin, Presidente da Henley & Partners, afirma: “Há vinte anos, criamos esta conferência com base em uma convicção simples: o local de nascimento não deve limitar o futuro de ninguém. Para as famílias, cidadanias adicionais e direitos de residência abrem oportunidades para gerações. Para as nações, programas bem planejados atraem talentos e investimentos que sustentam a prosperidade a longo prazo.”
Desde o início da conferência, os governos têm integrado cada vez mais as estruturas de residência e cidadania a estratégias globais mais amplas. O objetivo é atrair investimentos, incentivar o empreendedorismo e fortalecer a competitividade econômica.
O Dr. Kälin acrescenta: “Duas forças poderosas estão convergindo: as famílias buscam mais liberdade para escolher onde morar, trabalhar e investir, enquanto os governos competem pelos talentos e pelo capital que irão impulsionar seu futuro. A cidadania é mais do que uma identidade. É um conjunto de direitos legais e oportunidades que moldam vidas por gerações, criando laços duradouros entre indivíduos e nações.”
Crescente demanda das democracias estabelecidas
O aniversário coincide com o aumento da demanda global por opções de residência e cidadania internacionais, incluindo o crescente interesse de cidadãos de algumas das democracias mais ricas e consolidadas do mundo.
Nos últimos 10 meses, a Henley & Partners tem trabalhado com clientes de mais de 100 nacionalidades em mais de 50 programas de residência e cidadania. Desse total, 36% dos participantes já residem fora de seu país de origem. Os cidadãos dos EUA representam a maior nacionalidade de origem dos clientes da empresa, enquanto o Reino Unido ocupa o 6º lugar e a Alemanha o 10º. Já a França apresentou um crescimento expressivo, subindo do 36º para o 14º lugar em termos de solicitações. A Austrália e o Canadá também estão entre as 15 principais nacionalidades de clientes, enquanto a Índia lidera as consultas.
O Dr. Juerg Steffen, CEO da Henley & Partners, afirma que essa mudança reflete uma abordagem mais estratégica para gerenciar a incerteza de longo prazo. Segundo ele, o movimento não representa uma intenção explícita de emigrar ou uma perda de confiança nos países de origem. “O que é particularmente marcante é que muitas dessas famílias já contam com uma mobilidade global considerável. No entanto, a intensificação da incerteza geopolítica, fiscal e regulatória as incentiva a construir portfólios soberanos — direitos complementares de residência e cidadania, investimentos e vínculos pessoais em diferentes jurisdições.”
A próxima era da mobilidade global e da competitividade soberana
Nesse contexto, a programação da conferência irá abordar um dos dilemas políticos mais prementes enfrentados pela Europa e por outras economias desenvolvidas. O foco será em como os governos podem responder às crescentes preocupações da população com a imigração e, ao mesmo tempo, continuar atraindo os investidores, empreendedores e profissionais qualificados necessários para sustentar o crescimento econômico.
A programação também irá explorar a geografia em transformação da riqueza e da mobilidade globais, além do sucesso de pequenas nações na competição por capital e talentos internacionais. Adicionalmente, o evento irá debater o surgimento de novos centros de investimento, empreendedorismo e residência internacional. Outros temas importantes incluem a posição dos Estados Unidos como um dos principais destinos para investidores internacionais e uma fonte crescente de demanda externa. O cenário tributário global em evolução e a integração da mobilidade nas estratégias de patrimônio familiar, investimento e sucessão também estarão em pauta.
Além da imigração por investimento, a conferência irá analisar temas cruciais como o deslocamento forçado, a apatridia e a crescente importância da identidade digital e da tecnologia de fronteira. O evento também irá debater como as mudanças demográficas, os avanços tecnológicos e a fragmentação geopolítica estão redefinindo o movimento global.
Celebrando a cidadania global em ação
Um dos destaques da conferência anual é o Jantar de Gala do Global Citizen Award, no dia 24 de novembro. O evento homenageia uma pessoa excepcional cuja coragem e compromisso ajudaram a enfrentar alguns dos problemas mais urgentes da nossa época — desafios que transcendem as fronteiras nacionais e exigem uma resposta global.
O prêmio é concedido em parceria com a Andan Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Suíça. A fundação apoia refugiados e populações deslocadas por meio de iniciativas que promovem a autossuficiência, a inclusão e as oportunidades econômicas.
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