Mato Grosso
Prefeitura amplia ação e terá seis telões para próximo jogo do Brasil em Cuiabá
Mato Grosso
A paixão pelo futebol e o sucesso da campanha Minha Rua é Show de Bola vão garantir ainda mais pontos de torcida em Cuiabá no próximo jogo da Seleção Brasileira. Após o sucesso da última transmissão e diante das chuvas registradas na sexta-feira (19), o prefeito Abilio Brunini decidiu manter os telões nas quatro ruas vencedoras da edição anterior e ampliar a ação com mais duas novas localidades.
Com isso, a partida do Brasil, marcada para quarta-feira (24), às 18h, será transmitida em seis telões espalhados pela capital. As quatro ruas que já haviam sido escolhidas e permanecem contempladas são: Rua 17, no bairro Santa Terezinha; Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; Rua 44, no bairro São João Del Rey; e Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada.
Além dessas, outros dois telões serão instalados em novas ruas, que serão escolhidas por votação popular no Instagram da Prefeitura de Cuiabá. O resultado das novas ruas sairá às 21h desta terça-feira (23).
A decisão de manter as ruas vencedoras ocorreu após a grande mobilização registrada no último jogo, quando moradores lotaram os pontos de transmissão para acompanhar a vitória da Seleção Brasileira. Mesmo com a chuva durante a partida, famílias, amigos e vizinhos permaneceram reunidos em clima de festa, mostrando a força da torcida cuiabana.
Agora, a Prefeitura quer ampliar ainda mais essa mobilização e convida moradores de todos os bairros a participarem da nova etapa da campanha.
A partir desta segunda-feira (22), está aberto o período para envio de fotos e vídeos das ruas interessadas em receber um dos novos telões. O material deve mostrar a organização da comunidade, a animação dos moradores e o espírito de união em torno da campanha.
A votação popular será aberta às 18h desta segunda-feira (22), por meio do Instagram oficial da Prefeitura, e seguirá até as 18h de terça-feira (23).
A proposta da campanha é transformar ruas da capital em grandes espaços de convivência, integração e celebração coletiva, fortalecendo o sentimento de pertencimento entre os moradores.
Com mais telões e novas oportunidades de participação, a expectativa é de que o próximo jogo reúna ainda mais torcedores e transforme Cuiabá em uma grande arena a céu aberto.
A Prefeitura reforça o convite para que os moradores enviem seus vídeos, mobilizem seus vizinhos e participem da votação para garantir que sua rua seja uma das escolhidas para viver essa experiência.
Rua 17: tradição, memória e união entre gerações
Na Rua 17, no bairro Santa Terezinha, a Copa virou símbolo de união entre gerações. A mobilização começou tímida, mas rapidamente ganhou força e transformou a rua em um grande ponto de encontro entre vizinhos, amigos e familiares.
Um dos primeiros moradores da via, Sidney José da Silva, relembrou como a festa ganhou proporções maiores do que o esperado. “A princípio era para ser só algumas casas, mas fomos chamando um vizinho, depois outro, e todo mundo contribuiu. Acabou se tornando essa grande festa que estamos vivendo hoje. É uma alegria imensa para nós e para toda a comunidade.”
O sentimento de pertencimento também emocionou moradores mais antigos, como Alair Ferreira Valentim, que viu a tradição passar de geração em geração. “Desde criança eu via meus pais e familiares pintando ruas e colocando bandeiras. Hoje estamos fazendo isso para os nossos filhos e netos. É muito gratificante compartilhar esse momento com os amigos e vizinhos.”
Entre os mais jovens, a paixão pela Seleção também falou alto. O estudante Enzo Gabriel resumiu em poucas palavras a expectativa da torcida: “É muito bom assistir aqui. Agora é torcer para a Seleção trazer o hexa para nós.”
Rua 44: chuva, resistência e vontade de fazer a festa acontecer
Na Rua 44, no bairro São João Del Rey, a chuva virou adversária inesperada, mas não foi suficiente para apagar a animação da comunidade. Mesmo com o tempo fechado, moradores permaneceram unidos, determinados a fazer da noite um momento especial.
À frente dessa mobilização esteve Márcia Garcia, que liderou a organização e não escondeu a frustração por ver a chuva afastar parte do público. Ainda assim, fez questão de destacar toda a preparação da comunidade. “Ia lotar esse espaço, convidamos muitos amigos para prestigiar e assistir à partida nesse telão. Temos toda a estrutura, cadeiras, banheiros químicos, água, tudo disponibilizado pela Prefeitura. Mas a chuva atrapalhou.”
Mesmo diante das dificuldades, o sentimento foi de gratidão e expectativa por uma nova oportunidade. Rafael de Melo Benites destacou a importância da ação para reunir os moradores. “Todo mundo ficou muito feliz com isso. A chuva atrapalhou um pouquinho, mas o prefeito veio aqui e disse que vai ter mais uma chance para a gente assistir com os vizinhos, amigos, todos juntos. A gente está muito feliz.”
A determinação da comunidade talvez tenha sido melhor traduzida por Ellen Cristina, ainda antes do fim da partida. “A chuva não vai vencer nós, não vai. Nós vamos conseguir superar essa chuva, vamos ser campeões hoje e seguir rumo ao hexa.”
Mato Grosso
No Rio, familiares soltam balões em homenagem ao Dia de Finados
Dezenas de pessoas participaram, no início da tarde desta segunda-feira (2), de uma cerimônia de soltura de balões brancos no Cemitério da Penitência, na zona portuária do Rio de Janeiro. A manifestação, criada há cerca de uma década, homenageia parentes e amigos falecidos, no Dia de Finados.
Além de participar da cerimônia dos balões, quem foi ao complexo de cemitérios do Caju, nesta segunda-feira, teve a oportunidade de participar de missas na igreja local e escrever mensagens para seus entes queridos na instalação artística Janelas da Vida .
Thamyres Jesus transformou a saudade do marido, morto em maio do ano passado, em palavras no mural. “É uma iniciativa interessante nesse dia em que a gente fica tão triste.”
Sua cunhada Aline da Silva, além de perder o irmão, em dezembro do mesmo ano perdeu a mãe. “É o segundo ano que a gente está aqui. A gente sente muita falta deles”, disse.
Helena Bernardino perdeu a mãe oito anos atrás e todo Dia de Finados vai ao cemitério para homenageá-la e tentar aliviar um pouco a dor da perda. “O luto não passa. Ele atravessa a gente, não é a gente que atravessa o luto. A gente leva isso pro resto da vida. A gente precisa aprender um jeito de seguir com a vida, com essa dor. Fazer essas homenagens acaba minimizando um pouco essa dor, que nesses dias acaba aflorando”.
No cemitério vizinho, São Francisco Xavier, os visitantes puderam assistir à apresentação de um coral e ver uma exposição de pinturas produzidas, durante oficinas de arte ao longo do mês de outubro, por pessoas que perderam pessoas queridas e participar de um curso de jardinagem.
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