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“Comparar HMC e Hospital Central é desconhecimento ou má intenção”, diz Dr. Giovani Mendes
Neurocirurgião, que atende nas duas unidades, diz os hospitais desempenham funções diferentes e complementares
O neurocirurgião e pré-candidato a deputado federal Dr. Giovani Mendes afirmou que a comparação entre o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital Central de Alta Complexidade, administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, é equivocada por ignorar as diferentes funções desempenhadas por cada unidade dentro da rede pública de saúde.
O médico, que atende nas duas unidades, explica que os dois hospitais foram estruturados para atender demandas distintas e complementares do Sistema Único de Saúde (SUS), razão pela qual, na sua avaliação, não faz sentido colocá-los em disputa ou tentar estabelecer qual deles seria “melhor”.
“Comparar o HMC com o Hospital Central não faz o menor sentido. É burrice. São hospitais com perfis assistenciais diferentes, competências diferentes e objetivos diferentes. Quem conhece minimamente o funcionamento da rede pública de saúde sabe disso”, afirmou.
Dr. Giovani Mendes explica que o HMC desempenha um papel estratégico no atendimento de urgência e emergência, absorvendo um grande volume de pacientes vítimas de traumas, acidentes e outras situações que exigem resposta imediata, enquanto o Hospital Central foi concebido para ampliar a oferta de procedimentos de alta complexidade e tratamentos altamente especializados para pacientes regulados de todo o Estado.
Para o neurocirurgião, colocar as duas unidades em comparação demonstra desconhecimento sobre a organização do SUS ou, em alguns casos, má-fé no debate público.
“Quando alguém insiste em comparar dois hospitais que exercem funções completamente diferentes, existem duas possibilidades: ou desconhece como funciona a assistência pública em saúde ou age de forma deliberada para distorcer a realidade. Em alguns casos é desinformação; em outros, infelizmente, pode ser burrice ou ter outras intenções”, declarou.
Ele acrescenta que o fortalecimento da saúde pública depende justamente da atuação integrada dos hospitais, e não da tentativa de criar uma falsa disputa entre estruturas que se complementam.
“O paciente não ganha nada com essa polarização. O que fortalece o SUS é ter uma rede organizada, em que cada hospital cumpra sua missão. O HMC continuará sendo fundamental para os atendimentos de urgência e emergência, enquanto o Hospital Central amplia a capacidade do Estado em procedimentos de alta complexidade. Um não substitui o outro; eles se complementam”, concluiu.
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