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NA BARRA DO PARI

Governo de MT publica licitação para construção de nova ponte sobre o Rio Cuiabá

Publicado em

Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso publicou a licitação para construir uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá, ligando a capital e Várzea Grande. A estrutura será erguida na região da Barra do Pari, ligando os bairros Santa Rosa e Mirante do Pari.

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A nova ponte está orçada em R$ 28,9 milhões e terá 183 metros de extensão. A licitação será realizada no dia 22 de maio, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag) da Seplag-MT.

Além da ponte, outra licitação ainda será realizada para construir os acessos da ponte, com um extensão de pouco mais de três quilômetros.

A nova ligação entre os dois maiores municípios de Mato Grosso acompanha o crescimento urbano da região metropolitana e vai oferecer mais uma opção de mobilidade para quem precisa atravessar o Rio Cuiabá.

Com esta nova ponte, serão oito pontos de ligação entre as duas cidades, sendo que três dessas ligações foram entregues ou estão sendo construídas pela atual gestão estadual: as pontes Sarita Baracat, do Rodoanel e esta nova estrutura.

Além disso, por meio da concessionária Nova Rota do Oeste, o Governo também entregou a duplicação da ponte JK, na Rodovia dos Imigrantes.

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Mato Grosso

Lembranças e saudades marcam Dia de Finados em Brasília

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Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu de casa hoje antes das 7h para cumprir o ritual que faz há 32 anos. Ela mora em Cidade Ocidental, município goiano que fica a 47 quilômetros de Brasília, onde parte da família foi enterrada, no Cemitério Campo da Esperança. Veio trazendo flores e produtos de limpeza para deixar o mármore da lápide branquinho.

Ao mostrar as fotos dos pais e das três irmãs que foram sepultadas no local, ela vai contando a história de cada um. Ao chegar na última, diz que a irmã fará 86 anos no próximo dia 6 de novembro. Com verbo no futuro mesmo. É que ela não conseguiu se despedir direito de Angelita, que faleceu no início da pandemia.

“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles. E para homenagear minha irmã, que também nunca deixava de vir aqui nessa data”, explicou.

A área onde a família de Gorete foi enterrada é antiga e tem túmulos altos, cada um de um jeito. Já os sogros de Neusa Maria Nora estão na ala nova, onde só é permitido colocar uma pequena placa com o nome e a foto dos mortos junto a um candelabro para velas. Ela diz que rezou por eles. Depois, se sentou em um banco na sombra e ficou observando.

“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, disse.

Marcelo Oliveira também trouxe flores para o pai. Ele diz que vem muitas vezes ao ano ao cemitério. É uma forma de parar e deixar as lembranças virem. Hoje, trouxe a mãe e a irmã. O irmão mais velho não conseguiu.

“Ele nunca vem, diz que não consegue, fica muito emocionado”, explicou.

Tradição secular

A tradição do Dia de Finados chegou ao Brasil junto com os portugueses católicos. A origem da data é atribuída ao monge beneditino Odilo de Cluny, da Abadia de Cluny, na França, que teria determinado, no ano 998, que todos os fiéis rezassem pelas almas dos falecidos em 2 de novembro, um dia depois da Festa de Todos os Santos.

Apesar da origem católica, a data também é lembrada por cristãos protestantes e praticantes de religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda, que fazem rituais entre os dias 1º e 2 de novembro em homenagens aos ancestrais.

A data, porém, só foi oficializada como feriado nacional em dezembro de 2002 por meio da Lei 10.607/2002, de autoria da então deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).



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